sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Estudos sobre o Concelho da Calheta

1ª PARTE

NOTAS HISTÓRICAS
POVOADORES, APELIDOS, GENEALOGIAS, PROCEDÊNCIAS, GENTE DE COR.

À falta de documentos, não é fácil dizer quem foram os primeiros que povoaram a Calheta, nem o ano em que aportaram aqui os primeiros colonos. A única fonte a respeito são justificações de nobreza produzidas para usar brasão ou obter o cargo de chefe das capitanias. Como se vê, não são fontes muito seguras, pois que por vezes se baseiam, não em documento escrito, mas em simples tradições orais.
Por quantos anos estaria despovoada a ilha de S. Jorge após o reconhecimento dos Açores, de 1432 a 1439? Não se sabe.
Por uma declaração consignada no testamento do Conde D. Henrique, falecido em 1460, se presume que, já naquele ano, as Velas teria moradores; porquanto no dito testamento se diz: «ordenei e estabeleci a igreja de S. Jorge na ilha de S. Jorge». Mas esse estabelecimento seria in re ou ad faciendum? Quer dizer, em 1460 haveria de facto uma igreja nas Velas ou apenas as precisas instruções para a todo o tempo se estabelecer?

[1] O Padre Cunha, como refere, serviu-e de uma cópia de Saudades da Terra existente na Biblioteca Nacional de Lisboa. Todavia, no original, Campar Frutuoso indica um outro sacerdote anterior (imediatamente?) a Gonçalo Enes que é Mateus Pires Albernaz (cf. Ibid@m, L. VI, ed. já cit., p. 235).
[2] Entenda-se, Infante D. Henrique.

Consigna aquele documento haver o Conde fundado uma igreja na ilha de Santa Iria, que se diz ser o Corvo.
Então em 1460 havia uma fundação religiosa naquele ilhéu, se as Flores só foi povoada a sério depois do ano de 1500, porquanto Guilherme Casmaca ou Vandaraga, iniciador de sua colonização, talvez de 1490 em diante, desistiu dela retirando-se para o Topo desta ilha de S. Jorge, como se julga, pouco antes do dito ano de 1500? Parece, pois, discutível a interpretação daquela passagem do referido testamento.
É de supor que os primeiros povoadores, em mui limitado número, entrassem nesta ilha na década de 1460 a 1470.
No Topo começou a povoação com a vinda de Wilhelm Van der Haghe (Guilherme da Silveira) o Vandaraga ou Casmaca, como lhe chamavam no Topo e era natural de Bruges, cidade flamenga, sendo casado com Margarida Silveira. Aportaram ao Topo, no último quartel do século XV.
Foi portanto dos dois pontos extremos que o povoamento irradiou para o interior e mais partes da terra. À mulher de Guilherme Casmaca chama Frutuoso Margarida da Sabuya; outros, de Azambuja; outros Sabina, Sabuia, e Sabuio. A senhora Maragarida supõe-se flamenga. E sendo raro então que as mulheres usassem apelido diferente do que usavam seus maridos, não teria ela simplesmente o do homem com quem casara, que traduzido em português era o de Silveira?

Com efeito, é graficamente semelhante Sylveyra com Sabuya, ou Zambuja, dando lugar ao erro de leitura ou de interpretação, a má ou duvidosa caligrafia do referido apelido? ... Aquele casal teve três filhos e cinco filhas: Francisco da Silveira, nascido no Faial e ali casado com D. Isabel de Macedo, filha do 1.º donatário do Faial e Pico; Josse de Hurtere e de D. Brites de Macedo, com descendência; João da Silveira, casado na Terceira com D. Guiomar Borges Abarca, filha de João Borges, o velho, e de Isabel Abarca, com descendência; Jorge da Silveira, ou José, Jos e Josse da Silveira, cujo destino se ignora; Ana da Silveira, casada com Tristão Pereira, natural do Pombal e filho de Diogo Pereira e de Catarina Correia, com descendência; Catarina da Silveira, casada com Jorge Gomes de Ávila, da Graciosa e troncos dos Silveiras de Ávila do Topo: Luzia da Silveira, casada no Topo com o tabelião André Fernandes, a qual ainda vivia em 1548. Deixaram descendência; Margarida da Silveira, casada com Jorge da Terra, como era chamado no Topo, segundo se vê dos mais antigos documentos daquela jurisdição, e havia ela testado no Topo por mão de seu confessor o P.e Melchior Pires em 12 de Junho de 1529, instituindo capela, e nomeando administrador desta a seu filho João da Silveira; e finalmente, Maria da Silveira, casada com o escudeiro João Pires de Matos.

Testou este, em 30 de Abril de 1518, mandando erigir a ermida de S. Lázaro e ela em 14 de Agosto de 1545. Conhecem-se deste casal os seguintes filhos: Diogo de Matos da Silveira, Jordão de Matos da Silveira, Maria de Matos da Silveira e Druciana de Matos da Silveira. Destes descendem os Matos da Silveira desta ilha. E de Guilherme Casmaca da Silveira, ou Vandaraga, que procedem os Silveiras dos Acores, como se vê da monografia a respeito, publicada pelo Dr. João Teixeira e ultimamente editada, com notas interessantes, pelo Sr. João Forjaz de Lacerda e Carvalho, da Vila das Velas.

João Vaz da Costa Corte-Real, donatário da Ilha de S. Jorge em1483, esforçou-se pela colonização dela. E assim nossa desautorizada opinião é que a Calheta teria seu primeiro núcleo de povoadores pelo ano de 1500. A falta de dados positivos, tem para nós muita autoridade o Dr. João Teixeira que afirmava haverem sido estas ilhas povoadas muito mais tarde do que se pensa. E quanto à Calheta justifica-se este parecer:
1.º pela topografia especial que a isola um pouco dos pontos onde já se haviam estabelecido alguns casais, e cujos terrenos davam esperança de melhor resultado agrícola;
2.º pela época de falecimento dos que se diziam netos dos primeiros povoadores, por exemplo: Tomé Gregório, 1.º cap.-mor da Calheta, neto do povoador, Pero Enes de Valença, falecido aquele etn 1624; Isabel de Azevedo Vieira, filha do povoador Vicente Dias, nascida em 1547 e falecida em 1617; Manuel de Azevedo, 2.º cap.-mor desta vila, falecido em 1632 e neto do povoador João de Águeda, escudeiro;
3.º cap.-mor Gaspar Nunes Neto, falecido em 1655, e era neto do povoador Nuno Álvares Pereira; o tabelião António Vieira, exercendo o cargo em 1561, falecido em 1624, e foi casado com Bárbara Manuel, falecida em 1614, e era neta do povoador Manuel Fernandes Ferro, o velho; e justifica-se ainda pela datada criação das três vilas de S. Jorge: Velas em 1500, Topo em 1510, ou antes desta data e Calheta em 1534.
SEBASTÃO DIAS SALAZAR
Foi casado com Senhorinha Gonçalves, dama do Paço, «fidalga muito nobre que veio da cidade de Lisboa». Diz-se, talvez sem fundamento, que no ano de 1484 se estabeleceram no sítio onde depois se fundou, ou fundou ele, a ermida de S. Bartolomeu. Talvez que o ano de 1484 seja o da sua vinda para a Terceira donde posteriormente se mudasse para a Calheta.
Seu filho João Dias Homem casou nas Velas com Susana Gonçalves Teixeira, e foram progenitores de Baltasar Dias Teixeira, casado com Francisca Gaspar Fagundes, dos quais nasceu João Dias Teixeira, casado com Inês Lourenço, e foram os pais de Domingos Dias Teixeira, casado com Paula Correia de Avila, e estes pais de Maria de Avila Bettencourt, casada com Francisco Lopes Beirão que geraram a D. Mariana de Ávila Silveira Bettencourt, casada com José Pereira da Cunha e Silveira, progenitores de Francisco Silveira Bettencourt e Cunha, casado em 1748 com D. Bárbara Joana da Silveira que geraram a José Pereira da Cunha e Silveira, casado em 1764 com D. Rosa Vicência de Simas, pais do cap. José Pereira da Cunha e Silveira, casado em 1823 com D. Joana Álvares Pacheco, da freguesia de S. Tiago, e são os progenitores do Dr. José Pereira da Cunha e Silveira e Sousa, Dr. António Pereira da Cunha, e Dr. João Pereira da Cunha Pacheco, já todos falecidas.

Ana Dias, filha dos ditos Sebastião Dias e Senhorinha Gonçalves, foi casada com Domingos Fernandes, de S. Tiago, e foram os pais de Isabel Dias, casada com Belchior Afonso de Valença, e estes geraram a Bárbara de Valença, mulher do 3.º cap. mor da Calheta Gaspar Nunes Neto, pais de Bárbara Pereira, casada com o sarg. mor do Topo, João Silveira de Ávila, progenitores do cap. mor daquela jurisdição, António Silveira de Avila, casado com D. Catalina Machado de Azevedo, e foram os pais do cap. mor da Calheta, Miguel António da Silveira e Sousa, casado em S. Tiago com D. Maria Josefa da Cunha que geraram ao sarg. mor António Silveira Ávila, casado com D. Isabel Maria de Jesus, pais do último cap. mor desta vila, Miguel António da Silveira e Sousa, casado com D Maria da Luz Moniz do Cantos, da Conceição de Angra, e filha de Bernardo Moniz Barreto do Canto e de D. Bernarda Josefa do Canto.

Do referido João Dias Homem, ouvidor do donatário em 1543, foi filha Apolónia Dias Teixeira, casada com Francisco Pires Machado, da Terceira, e geraram a Maria Machado, casada com Gaspar Garcia, progenitores de Jorge Machado Teixeira, casado com Bárbara Gregório, e destes nasceu António Machado Teixeira, casado com Catarina Dias Teixeira, progenitores do cap. António Machado Teixeira, falecido em 23 de Junho de 1758 e era irmão do vigário das Manadas, P.e Manuel Machado Teixeira, e do vigário desta Matriz, P. João Machado Teixeira, falecido em 6 de Junho de 1760 e o dito capitão casado com Francisca Vieira Machado e geraram o cap. José Inácio da Silveira que foi casado com. D. Ana Maria da Silveira, e foram progenitores de D. Joana Francisca da Silveira, casada com Joaquim Furtado de Mendonça que, enviuvando, tomou ordens de presbítero, e foram seus filhos o cap. Joaquim António da Silveira, casado com Luísa Perpétua da Silveira, progenitores de D. Joana Francisca da Silveira, mulher de António Teixeira Maciel Bettencourt, e foram os pais de Joaquim António da Silveira, notário público, falecido em 25 de Maio de 1910, e foi casado com D. Rosa do Viterbo da Silveira. de S. Tiago.

António Teixeira Maciel Bettencourt era filho de João Teixeira Maciel de Bettencourt das Velas e de D. Antónia de Jesus Pereira. Viera para a Calheta com sua família am 1834, como tabelião, na vaga aberta por falecimento de Raimundo José de Oliveira em 27 de Junho de 1829. António Teixeira Maciel faleceu, com 84 anos, em 26 de Dezembro de 1883.
Joaquim Furtado de Mendonça. Acerca de sua ordenação publicou o consciencioso investigador José Cândido, em seu livro, Ilha de S. Jorge, uma nota interessante, que por isso mesmo, e para ser mais conhecida, aqui transcrevemos:

«Entrara de noviça para o Convento de N. Senhora do Rosário das Velas D. Joana Francisca da Silveira, filha do cap. José Inácio da Silveira. À monotonia do claustro preferiu ela viver no século, fugindo do mosteiro para casar com Joaquim Encurtado de Mendonça, sob condição de que se ele falecesse primeiro ela entraria de novo no Convento para professar; no caso contrário tornaria ele ordens sacras. Casaram-se nas Velas em 7 de Janeiro de 1758, tendo ela 20 anos de idade. Tiveram cinco filhos, e uma filha: D. Francisca Joana, o cap. Joaquim António da Silveira e Cunha, o P.e Amaro Joaquim da Silveira, e o P.e Francisco Silveira Machado. Falecendo D. Joana, com 42 anos de idade, em 16 de Agosto de 1780, seu viúvo tratou de cumprir seu compromisso. E assim subiu ao altar a celebrar sua 1.a missa por alma de sua esposa, em 1790, tendo já 59 anos, sendo acolitado por dois de seus filhos, pregando naquela festa seu outro filho» [1]

Nos anais da classe sacerdotal é caso notável e talvez único, nos Açores. O P.e Joaquim Furtado de Mendonça faleceu em 24 de Agosto de 1800, com 69 anos de idade, pois nascera na freguesia da Matriz da Horta, em 8 de Novembro de 1731.

ÁLVARO VIEIRA
Foi casado com Iria Afonso de Azevedo, e são o tronco dos Azevedos desta jurisdição. Era filho de Diogo Álvares Vieira, já falecido em 1497; viera para Angra com João Vaz Corte-Real, e foi casado com Beatriz Eanes Camacho. Iria Afonso era filha de Afonso Vaz de Azevedo. Ignoramos se Álvaro Vieira veio povoar a Calheta, mas foi progenitor de:

VICENTE DIAS VIEIRA
Este deu o nome à Fajã Grande ou Fajã de Vicente Dias. Em 1562 e 1563 exerceu nesta ilha o lugar de escrivão da Provedoria e Resíduos, donde, é de crer, residisse algum tempo na vila das Velas, capital da ilha, sede da Provedoria. Isto no caso de não ser este filho de outro Vicente Dias e neto, portanto, de Alvaro Vieira, o que nos parece muito mais provável Foi casado com Beatriz Fagundes ou Beatriz Gonçalves Teixeira, filha de André Gonçalves Teixeira e de Isabel Pires de Sousa, sendo aquele filho de Jerónimo Goncalves Teixeira e de Luzia Dias de Sousa e Jsabel Pires, filha de Pero Luís de Sousa do Brasil e de Catarina Eanes Pires, e Pero Luís de Sousa do Brasil, filho de Fernão Luís de Sousa, de Santarém, e de Margarida de Sousa, açoriana, ou casada nestas ilhas com aquele; e são o tronco dos Sousas desta ilha de S. Jorge. Jerónimo Gonçalves Teixeira foi o tronco dos Teixeiras. Veio de Trás-os--Montes e teve datas no Topo, acima do Monte Formoso. Era Cavaleiro de Cristo.

[1] José Cândido da Silveira Avelar, Ilha de S. Jorge (Açores). Apontamentos para a sua História Horta, 1902, pp. 269-270.

Acerca de Pero Luís de Sousa, tem-se laborado, segundo nos parece, num círculo vicioso a respeito de seu apelido do Brasil. Dizem uns que o tomou do monte que forma abrigo, por oeste, do porto de Angra. Outros afirmam que ele mesmo deu o nome ao monte, porque, vindo do Brasil, foi dono e senhor daqueles terrenos que obteve por compra. Mas consta que Pero Luís de Sousa vendeu tais domínios a João Corte-Real, falecido em 1496. E sendo o Brasil descoberto em 1500, quatro anos depois da morte de João Vaz, como é que Pero Luís de Sousa foi ao Brasil, angariou fortuna, veio para Angra, comprou o monte, vendeu o monte e lhe deu o nome, tudo isto antes de 1496? E um anacronismo insuportável. Tal nome Brasil parece anterior ao reconhecimento destas ilhas pelos portugueses. Porquanto, vê-se nos preciosos mapas publicados no Arquivo dos Açores pelo Ex. º Coronel Chaves, concordantes com outros mapas primitivos, que a ilha correspondente à Terceira é cognominada I. dei Brasil. Foi em vista desses mapas do século XIV, trazidos do estrangeiro pelo Infante D. Pedro, que o Conde D. Henrique mandou a Gonçalo Velho Cabral navegar para o poente, pondo em Lisboa a popa das caravelas.
Correlacionando, expomos aqui um facto pessoal, dado em Janeiro de 1909, com respeito ao antigo nome de Cabrera, Caprera, Capraria, e insula puelarum, exarado nos mapas do século XIV, nos quais pareciam estas ilhas com denominação diferente da actual, julgando-se que Capraria correspondia à ilha de S. Miguel.

Todos sabem que uma ilha vista ao longe no meio do oceano apresenta aspectos diferentes segundo,são diversos os pontos em que se acha o observador. Assim esta ilha de S. Jorge, a certa distância fora dela, afigura-se uma enorme serpente adormecida na superfície do oceano. A ilha do Corvo a uma cagarra descansando à tona da água. Santa Maria vinha com o nome de l'ovo, naturalmente porque ao longe oferece a forma de uma oval.
Ora, em Janeiro de 1909, achando-nos a bordo do vapor S. Miguel, vindo de Lisboa pela Madeira, sendo de manhã, sol fora, tempo bom, ao dobrar o paquete a ponta ocidental da ilha de Santa Maria, em direccão a Ponta Delgada, no tombadilho e encostados à amurada, dirigimos nosso olhar no rumo seguido pelo navio, ficando agradavelmente surpreendidos, divisando imediatamente a ilha de S. Miguel, parecendo-nos uma cana verde boiando ao longe, lá muito ao longe; e connosco outros passageiros que exclamaram alegremente: «S. Miguel, ela lá está ... ela lá está».

O mais notável, porém, é que se destacavam nitidamente e com a mais perfeita simetria, dois pares de cones, perfeitamente regulares, semelhando os galhos de duas cabras, ou melhor, quatro seios erectos, dois numa e dois noutra extremidade da ilha.
Afigure-se uma canga sem curvas, perfeitamente recta, pois os quatro canzis eram os cones da ilha, tanto na forma, como na distância simétrica a que se achavam das extremidades leste e oeste.
Passados dez minutos, mudou a configuração da ilha devido à marcha daquele excelente barco.
Tivemos então a reminiscência dos mapas antigos, concluindo, pelo aspecto da terra que a ilha de S. Miguel havia sido primitivamente divisada de igual latitude, obtendo por isso o nome de ínsula caprária, ou insula puelarum, respectivamente, ilha das Cabras, ilha das raparigas, das moças ou das donzelas.
Que valor terá este nosso juízo a respeito de tal assunto?
Simplesmente o de uma hipótese fundamentada num facto de nossa própria observacão, aproximando aquelas duas circunstâncias o aspecto de S. Miguel visto da latitude de Santa Maria e os nomes que, parece, lhe foram consignados nos antigos portulanos.

VICENTE DIAS
Nos elementos genealógicos desta ilha aparecem Vicente Dias Vieira, casado com Beatriz Fagundes e Vicente Dias Vieira, casado com Beatriz Gonçalves Teixeira.
Serão dois povoadores, um das Velas e outra da Calheta? Sendo assim eram tio e sobrinho e o primeiro, irmão de João Dias Vieira, casado no Pico, e de Alvaro Vieira, pai do segundo Vicente Dias, e aqueles, filhos dos mencoinados Diogo Alvares Vieira e de Beatriz Eanes Camacho. E este último Vicente Dias é irmão de Branca Vieira, avó paterna de S. João Baptista de Angra que, no dizer do P.e Cordeiro, em sua História Insulana, nasceu em 1582.
Também é possível que nesta ilha houvesse tão somente um Vicente Dias cuja mulher fosse chamada por uns Beatriz Fagundes e por outros Beatriz Gonçalves Teixeira, tanto mais que à primeira não assinam paternidade. Ou senão, é igualmente de supor que houvesse casado duas vezes, visto que Isabel de Azevedo Vieira, sua filha, faleceu com 70 anos em 22 de Janeiro de 1617, nascendo portanto em 1547, o que nos leva a concluir que aquela era do 2.º matrimónio ou senão que Vicente Dias veio muito tarde para a Calheta ou talvez nasceu mesmo cá, onde se aposentaria como dos primeiros povoadores seu pai Alvaro Vieira, casado com Iria Afonso de Azevedo. É também muito verosímil que Vicente Dias, tio, fosse casado com Beatriz Fagundes, da Terceira e o sobrinho Vicente Dias, casado em S. Jorge com Beatriz Gonçalves Teixeira. Última hipótese: não repugna, igualmente, que Vicente Dias Vieira casado com Beatriz Fagundes, seja o progenitor de Vicente Dias Vieira, escrivão da Provedoria (Velas) em 1562 e 1563, casado com Beatriz Gonçalves Teixeira.

Os apontados genealógicos de Mateus Machado Fagundes de Azevedo são deficientes a respeito do assunto, não havendo, que saibamos, outras quaisquer fontes de investigação para satisfatoriamente se resolver este ponto. A falta dos registos paroquiais, a confusão que deriva dos homónimos, a pouca clareza das referências escritas, a falta de cronologia e até a duplicidade de cognome usado por alguns lançam notável embaraço no espírito de quem se ocupa de genealogias.
Conhecemos Manuel Joaquim da Guarda que por tal era conhecido e tratado nesta vila e no registo de baptismo de seus filhos, e seu verdadeiro nome e sobrenome ou apelido, consignado na alta e baixa do Regimento miliar, era Manuel Teixeira Bettencourt, das Velas.
João Inácio de Azevedo, casaca, outro morador há poucos anos falecido, havia casado com o nome de João de Azevedo Machado. Se isto modernamente, que julgaremos nós da exactidão dos antigos registos?

São estas incertezas que nos levam ao campo das conjecturas e que não tendo valor peremptório, significam muito, todavia, como elementos de futura elucidação.
Vicente Dias Vieira, e sua mulher Beatriz Gonçalves Teixeira, tiveram seis filhos: 1.º Miguel Vieira, casado com Susana Manuel; 2.º Isabel de Azevedo; 3.º Maria de Azevedo, casada com João de Agueda, o Moço, ou Júnior, como hoje se diz e era filho do escudeiro João de Águeda, o Velho, ou Sénior; 4.º Manuel Vieira de Azevedo; 5.º Afonso Vieira de Azevedo, casado no Topo com F... Vilalobos da Silveira, que supomos filho do tabelião André Fernandes e de Luzia da Silveira.
Este Afonso Vieira de Azevedo, morador no Topo em 1560, era abastado de bens.
Vivia também naquela jurisdição seu primo Bastião Vieira que, no dito ano tomou posse do lugar de tabelião, dando por fiança ao cargo ao dito Afonso Vieira de Azevedo Teve este Afonso Vieira um filho por nome Diogo Fernandes, como se vê de uma acta de sessão da Câmara topense, do dito ano de 1560.
6.º filho de Vicente Dias Vieira Catarina Dias Vieira, casada com Pedra Lourenço Machado, vereador da Câmara de Angra, em 1534, morador das Doze Ribeiras, onde foi capitão e naquele ponto fundou a ermida de S. Jorge. Esta parece ser filha de Vicente Dias, irmão do dito Alvaro Vieira e não de Vicente Dias, filho deste Alvaro.

Diz Mateus Machado Fagundes de Azevedo, em suas genealogias, que aquele Manuel Vieira de Azevedo fora cap. mor do Topo. É possível casasse naquela vila, sendo também primo do dito tabelião Bastião Vieira. Não nos parece fosse cap. mor daquele distrito, porquanto a capitania só foi criada em 1610, e o 1.º chefe da mesma foi João Silveira Borges.
Se não há confusão com seu sobrinho Manuel de Azevedo, que foi o 2.º cap. mor da Calheta de 1624 a 1632, só pode explicar-se a referência admitindo-se que o dito Manuel de Azevedo Vieira seria o 1.º cap. de Ordenança do Topo, 1.º e único, por ter o lugar 64 fogos apenas, e lhe chamassem cap. mor, como chamavam a seu pai, Vicente Dias, mas indevidamente, porque o 1.º chefe da capitania da Calheta, criada em 1610, como a do Topo, foi Tomé Gregório.

Por último, não encontrámos no registo oficial do Topo, a menor referência a Manuel Vieira de Azevedo; e em 1607, numa lista dos moradores, já não achamos Afonso Vieira nem Bastião Vieira, pelo que é de supor, fossem já falecidos. Sebastião Vieira ainda vivia em 1603, exercendo o tabelionato no Topo. Havia casado com uma filha do tabelião André Fernandes e de Luzia da Silveira, filha de Guilherme Casmaca, Vandaraga ou da Silveira. André Fernandes, parece, ainda vivia em 1560. De Miguel Vieira, casado com Susana Manuel, filha de Manuel Fernandes Ferro, Velho e de Maria Gomes, foi filha Isabel Vieira, casada com Diogo Fernandes Pereira, filho de Brás Fernandes e de Isabel Pereira. Aqueles, Diogo Fernandes e Isabel Vieira foram ainda os pais de António Vieira Pereira de Sousa, de Sebastião Vieira Pereira, casado com Maria Leal; de Ana Pereira e de outro Diogo Fernandes Pereira falecido, solteiro, em 1644; de Bárbara Vieira, falecida em 1659, e havia casado em 1628 com Bartolomeu Nunes Pereira, filho do cap. Gaspar Nunes Brasil e de Marta Simoa; de Maria Pereira, casada em 1634 com João de Azevedo Vieira, filho do cap. mor Manuel de Azevedo; de Isabel Nunes Neta, casada em 2 de Fevereiro de 1639 com Bartolomeu Nunes de Bairros; de Miguel Vieira de Sousa, casado com Beatriz Alves Maciel, filha de Pedro Sanches e de Isabel Pereira; de Pedro Vieira e de Bartolomeu Pereira Vieira.
Miguel Vieira de Sousa e Beatriz Alves Maciel foram pais de 9 filhos:

1.º João Fernandes Maciel, casado em 21 de Abril de 1664 com Bárbara Pereira, filha de João Pereira de Borba e de Maria Pedrosa;
2.º Manuel Pereira Maciel, casado em 16 de Setembro de 1680, com Ana Machado, viúva de Amaro Pereira da Cunha;
3.º Catarina Vieira, casada em 19 de Setembro de 1672, com João de Quadros Pereira, filho do cap. Sebastião Nunes Pereira e de Isabel de Quadros, filha de Gaspar Gonçalves de Quadros, ou Quadrado, e de Maria da Cunha;
4.º Miguel Vieira de Sousa, casado, em 8 de Novembro de 1700, com Isabel Nunes Pereira, viúva de Pedro do Brasil. Miguel Vieira, morador dos Biscoitos, faleceu em 12 de Março de 1744, e sua mulher em 25 de Marco de 1728;
5.º Gonçalo Pereira Maciel, casado em 19 de Maio de 1681, com Bárbara Pereira, viúva de Sebastião Fernandes;
6.º Beatriz Vieira, casada, em 11 de Janeiro de 1672, com Manuel Ferreira de Sousa, filho de Aleixo Fernandes Cordeiro e de Ana Ferreira que haviam casado em 10 de Agosto de 1643;
7.º Bárbara Pereira de Sousa, casada em 18 de Fevereiro de 1669, com o sarg. mor João de Azevedo Pereira, filho de Francisco Vaz de Azevedo e de Bárbara Pereira de Lemos;
8.º Isabel Pereira falecida com 70 anos a 25 de Março de 1728, e havia casado, em 8 de Janeiro de 1663, com Manuel de Azevedo Pereira e Sousa, filho do dito Francisco Vaz de Azevedo e de Bárbara Pereira de Lemos;
9.º Maria Alves de Sousa, casada, em 6 de Fevereiro de 1661, com Pedro de Borba Teixeira, filho de João Gançalves de Borba das Figueiras, e de Maria Luís, e estes casados em 22 de Novembro de 1638, e moravam na Canada da Cancela. Aquele João Gonçalves de Borba das Figueiras, talvez neto de Catarina Rodrigues e de outro João Gonçalves das Figueiras já falecido em 1594, faleceu em 1663.

De Pedro Borba Teixeira e de Maria Alves nasceu Miguel Vieira de Borba, casado em 25 de Janeiro de 1700 com Bárbara de Valença, filha do cap. Miguel Afonso de Sousa e de Leonor Pereira; e aqueles geraram o alferes António de Sousa de Borba, casado em 1747 com Maria do Rosário, e foram os progenitores de Matias Pereira de Borba, casado em 1774 com Marta de S. José que geraram Maria de S. José de Borba, casada em 1794 com António Francisco Vieira, e foram os progenitores de Bárbara Joaquina, casada em 1814 com João José Goulart, filho de Francisco José Goulart, do Topo, mas casado em S. Tiago, e moradora Entre Grotões, e era filho de Antão Goulart, casado coem Paula de S. José, o qual Antão Goulart era filho de João Gonçalves Neto e de Ana Goulart que descendia dos Goulart do mesmo Topo, os quais provinham dos Goulart do Faial, cujo tronco foi Gouart Luís, que veio para ali no tempo do 1.º donatário acosse Van Hurtere e era muito entendido e mestre no cultivo do pastel. Joz Goulart, casado no Topo com Maria Alves, já falecido em 1562, deve ser o tronco destes Goulart e provavelmente foi filho do dito Luís.

João José Goulart e Bárbara Joaquina foram os pais de António José Goulart, falecido em 1859 no naufrágio do iate Caridade, e havia casado em 1841 com Bárbara Jacinta de Avila, filha de Francisco de Azevedo da Cunha e de Jacinta Rosa, da Piedade do Pico, filha de Francisco Ferreira e de Maria de Avila Brasil.
António José Goulart e Bárbara Jacinta de Avila foram pais de 6 filhos e uma filha:

1.º João Mariano Goulart, nascido em 1844, casou na Vidigueira, Beja, em 13 de Fevereiro de 1885 com D. Delfina do Carmo Carneiro, filha de José Tomás Carneiro e de D. Maria Gertrudes, proprietários, residentes na dita Vidigueira. Tiveram dois filhos: Virgílio Mariano Goulart, nascido na Vidigueira em 1885, e casou em Manaus, Brasil, seguindo a vida comercial; e José Mariano Gulart, nascido também na Vidigueira em 1891, e casou em Lisboa, sendo empregado num vapor francês da carreira Havre-Brasil.
2.º António Mariano Goulart, nascido em 21 de Janeiro de 1847, e falecido nesta vila em 28 de Julho de 1893; e havia casado na igreja da Encarnação em Lisboa, no dia 16 de Outubro de 1890, com D. Joana da Cunha Goulart, de S. Tiago, deste concelho, e filha do Dr. António Pereira da Cunha. Tiveram apenas uma filha D. Joana da Cunha Goulart, nascida oito dias após o falecimento de seu pai, e casou em Lisboa, em Junho de 1911, com o Dr. José Ferreira Teles Diniz, filho de Francisco Ferreira Garcia Diniz, natural de Lagares, e de D. Inácia Teresa Teles Madeira Diniz, e este Francisco Ferreira, irmão do Prior da Encarnação de Lisboa o Dr. P.e' José Ferreira Garcia Diniz, antigo deputado da nação e falecido há pouco.
3.º José Marciano Goulart, benemérito filho desta vila, nascido a 8 de Setembro de 1849, falecido em Coimbra em 8 de Janeiro de 1917; e tinha casado a 27 de Dezembro de 1896, com sua prima coirmã D. Maria Clementina Ferreira da Cunha, dos quais é filho o Dr. António Mariano Goulart, nascido em Lisboa onde residem.
4.º Tomás Mariano Goulart, nascido em 7 de Março de 1852 e faleceu solteiro na cidade de Faro, em Janeiro de 1899, vindo seu cadáver para esta vila a depositar-se no mausoléu da família levantado no cemiterio municipal.
5.º e 6.º Paulo Mariano Goulart e Manuel Mariano Goulart, gémeos, nascidos em 14 de Janeiro de 1855, e este faleceu solteiro nesta vila em 20 de Dezembro de 1890 deixando de sua prima Doroteia Cândida, uma filha, Maria Júlia Goulart, nascida em 3 de Abril de 1888, e casou ultimamente com seu primo João Faustino da Silveira, de S. Pedro.
Paulo Mariano Goulart, casou em Lisboa com D Maria Evarista Goulart, de quem não há descendência. É porém, filha de Paulo Mariano, D. Maria Júlia Goulart, casada em Novembro de 1911 com Jaime Pereira da Silva, natural de Angra e oficial do exército.
7.º D. Júlia Goulart, nascida em 28 de Novembro de 1857, e falecida em Lisboa a 16 de Dezembro de 1906. Havia casado em Dezembro de 1893 com Francisco Assis Parreiras. De seu consórcio houve uma filha D. Maria Julieta Goulart Parreiras, nascida em 20 de Janeiro de 1895, e casada em Lisboa com Eurico Rogero Monteiro.
Os filhos de António José Goulart haviam saído da terra João para S. Miguel em 1856, e dali para Califórnia, donde voltou em 1872, seguindo para Lisboa. António para S. Miguel em 1858, e a seguir para Lisboa. José em 1868 Tomás em 1871. Manuel para S. Miguel em 1864, donde voltou em 1867, indo para Lisboa em 1874. Paulo em 1870. Júlia, com sua mãe, em 1874, todos para Lisboa, morando em casa própria, contígua à igreja da Encarnação, Rua Garrett.

João José Goulart e Bárbara Joanina, além de António José Goulart, tiveram mais três filhos: 1.º Manuel José Goulart, negociante à Ribeira da Calheta, e falecido em 22 de Maio de 1891, e havia casado, em 2 de Julho de 1881, com Maria Isabel, filha de André José de Borba, tendo 2 filhas Maria, nascida em 4 de Maio de 1875, e Zulmira, nascida em 25 de Maio de 1885; 2.º Rosa Júlia Goulart, casada, em 10 de Novembro de 1883, com Maurício José Brasil, de S. Tiago, sendo seu filho o capitão de marinha mercante João Maurício Goulart, que foi piloto da doca de Ponta Delgada, e casou em 15 de Julho de 1897, com D. Isabel Firmina, tendo dois filhos nascidos em Ponta Delgada, Maurício, em 1898 e Maria, em 1900; 3.º Maria José Goulart, casada em S. Tiago com António Machado de Sousa de Borba, viúvo de Ale-xandra de tal ...
Moraram na Fajã dos Bodes. Maria José Goulart faleceu com 99 anos de idade em 1914, deixando de seu matrimónio 3 filhos:
1.º Rosa Brasil Goulart, viúva de José Machado Brasil, dos Biscoitos, com descendência;
2.º Maria Goulart, falecida em Califórnia;
3.º João Silva Goulart que vindo do Chile, casou em Santo Antão do Topo com D. Maria Emília Pacheco, filha do capitão Estulano José de Azevedo de Mendonça Machado, e de sua 3.a mulher D. Emília Isabel Pacheco, de S Tiago, e esta filha de António Silveira Neto e de D. Isabel Vicência, filha de João de Sousa Pereira Machado e de D. Ana Josefa de Sousa Pacheco, e estes os pais do P.e João de Sousa Pacheco, do cap. Manuel Machado Pacheco, de Bartolomeu Pacheco, de D. Margarida, de D. Maria Madalena e de D. Quitéria. Aquela D. Emília foi irmã de D. Rosa Viterbo de Sousa Pacheco, casada com João Faustino, das Manadas.
O cap. Estulano era irmão do tenente Cândido José de Azevedo Mendonça Machado. D. Maria Emília Pacheco, viúva de João Silva, reside em Angra.
Do mencionado Pedro de Borba Teixeira e de Maria Alves foi filho Francisco de Borba, casado, em 25 de Janeiro de 1700, com Isabel de Quadros, também filha do cap Miguel Afonso de Sousa e de Leonor Pereira; e assim os dois irmãas, Miguel Vieira de Borba e Francisco de Borba, casaram com duas senhoras irmãs Bárbara de Valença e Isabel de Quadros. Francisco de Borba e sua mulher foram os progenitoes de Catarina de Borba, casada, em 1736, com João Pereira de Lemos, e foram os pais de Manuel Pereira de Lemos, casado, em 1760, com Francisca Mariana, dos quais nasceu Manuel Pereira de Borba de Lemos, casado, de Avelar, avô materno de José Cândido da Silveira de Avelar, autor da Ilha de S. Jorge. Tanto este, como meus primos Marianos Goulart, descendem pelo cap. Miguel Afonso de Sousa do povoador Nuno Alvares Pereira, que «veio à descoberta da terra», e de sua mulher Catarina Fernandes.

«Que veio à descoberta da terra». Estas palavras da justificacão de nobreza, produzida em 1735 por Miguel António, filho do cap. mor do Topo António Silveira de Ávila, querem significar que Nuno Álvares Pereira viesse nas caravelas que em 1434 ou 1435, reconheceram S. Miguel e estas ilhas de baixo, ou tão somente que seria um dos primeiros povoadores desta ilha de S. Jorge?
Daquele referido Pedro de Borba e de Maria Alves, casados em 1661, nasceu o P.e Agostinho Pereira de Sousa, já presbítero em 1710, bem como João de Borba, casado, em 1697, com Maria de Ávila, viúva de António de Quadros, do Norte Grande, e foram progenitores, os ditos João de Borba e Maria de Avila, de António Alvares de Borba casado em 1732, com Maria Santa de Borba, e procriaram a João Nunes de Borba, casado, em 1754, com Maria Silveira de Sousa que geraram a D. Isabel da Conceição, casada, em 1784, com o tenente Manuel António da Silveira, dos quais nasceu o sarg. mor das Velas João Silveira de Carvalho, casado com D. Ana Brum da Terra e Silveira, pais de João da Silveira Bettencourt e Carvalho. Este e a sr.a D. Ana Farjaz de Lacerda os pais do sr. João Silveira Forjaz de Lacerda e Carvalho, distinto cavalheiro da vila das Velas.

Temos apresentado até aqui, não todos, mas em certa linha, os descendentes de Vicente Dias, povoador da Calheta.
Diz-se que este ou seu pai, Alvaro Vieira, ou ainda algum outro dos primeiros povoadores, se queixara que sua data de terreno na Calheta, lhe não daria trigo que alimentasse uma família. Seus descendentes, porém, lucraram notavelmente com a plantação de vinhas que, produzindo abundantemente, valorizaram a propriedade. Vimos em vários documentos que no ano de 1700 um alqueire de vinhedo era cotado em 20$000, ao passo que a mesma área em terra de pão valia 4$000, e a de pastagem apenas 2$000. Não é fora de propósito expor o valor vendível, por estima, em consequência da desvalorização do papel moeda, na actualidade, de igual quantidade de terreno, sendo 1000$000 para as vinhas e terras de pão, e de 3000$000, em média, para as pastagens. Parece inacreditável, sendo um facto real e verdadeiro, perfeitamente lógico em virtude do agio do oiro.

JOÃO DE ÁGUEDA, ESCUDEIRO
Também se chamava João Fernandes de Agueda e teve data da Relvinha à Ribeira chamada da Calheta. Ignora-se com quem foi casado, e quantos filhos deixou, sabendo-se apenas de um, por nome João de Agueda, o moço, casado com Maria de Azevedo, filha do povoador Vicente Dias Vieira.
João de Agueda, o velho, fidalgo escudeiro, era irmão de Fernando de Águeda, casado com Maria Eanes, cujo filho Domingos Fernandes casou com Ana Dias, filha de Sebastião Dias Salazar e de Senhorinha Gonçalves, e teve, bem como seu pai, morada e terras na freguesia de S. Tiago. Conjecturamos que o escudeiro seria ainda irmão de Manuel Fernandes de Agueda Ferro, casado com Maria Gomes, que teve data nesta vila, do Grotão ao sítio da Cruz, uns 900 metros a oeste deste porto; mas cuja morada era acima da Ponta do Acougue ou forte de S. João Baptista. Seriam talvez filhos de algum Fernão de Águeda, visto apelidarcm-se Fernandes, porquanto todos sabem que por derivação Rodrigues quer dizer filho de Rodrigo, Alvares filho de Alvaro, Nunes filho de Nuno, Vasques filho de Vasco, Bernardes filho de Bernardo, Gonçalves filho de Gonçalo, Simões filho de Simão, Domingues filho de Domingos, Antunes filho de Antão, Pedroso filho de Pedro, etc.

João de Águeda, o velho, escudeiro do rei, cujos principais representantes são actualmente a família Carvalhal da Rua Nova, e os Carvalhais de Azevedo, em Chico, na Califórnia, instituiu a capela de Nossa Senhora dos Remédios nesta matriz de Santa Catarina, dando-lhe para património meio moio de terra de pão à margem direita da Ribeira, da Rua Nova à Rua de Baixo, com o perpétuo de vinte missas por sua alma.
A respectiva administração andou sempre em seus descendentes, que, assim como o instituidor, tiveram o privilégio de serem enterrados na dita capela, à direita e ao norte do templo e hoje consagrada a Nossa Senhora da Conceição.
O último patrono dessa instituição foi o P.e João de Matos de Azevedo, pároco desta freguesia de 1818 a 1836, ano em que faleceu nas Manadas, donde era natural. Foi sua herdeira D. Rita Emília, casada com Mateus Cândido, a qual legou a terra da Capela a seu sobrinho António Pedroso de Bettencourt, do Norte Grande e filho de seu irmão António Inácio, e está em seus herdeiros, actualmente em Califórnia.
Por lastimável incúria dos párocos, o Livro do Tombo desta freguesia encontra-se mutilado. Algumas folhas perderam-se e outras foram propositadamente arrancadas por legatários sem consciência para se subtraírem aos encargos pios de sua obrigacão.
Sucede que se estraviaram as quatro primeiras folhas desse Livro, onde vinha um extracto do testamento de João de Águeda. Se existisse talvez se obtivesse alguma notícia relativa à sua filiação, naturalidade, a sua mulher, a seus filhos, disposição de seus bens, data do falecimento, por onde se conjecturasse, ou positivamente se soubesse, a época em que aportou à Calheta, vindo colonizar a terra.
De João de Águeda, escudeiro, foi filho João de Agueda, o moço, casado com Maria de Azevedo, filha de Vicente Dias Vieira. E tiveram três filhos: 1.º Isabel de Azevedo; 2.º Ana de Azevedo que se ignora haverem casado; 3.º Manuel de Azevedo que foi o 2.º cap. mor desta jurisdição, do ano de 1624 a 1632, em que faleceu; e casou com Maria Vaz, cuja paternidade se ignora.
O cap. mor Manuel de Azevedo teve 6 filhos:
1.º Francisco Vaz de Azevedo, casado em 13 de Janeiro de 1631 com Bárbara Pereira de Lemos, filha do cap. Baltasar Luís Pereira e de Joana Dias Pereira de Lemos, filha do cap. Pedro Dias de Lemos e de Maria Nunes, filho de Joãa Dias de Lemos, irmão de Jorge de Lemos, casado este com Maria de Avila, fundadores da ermida de Santo António do Norte Grande em 1542. O curato de Santo António foi elevado a paróquia em 15 de Fevereiro de 1916.
2.º João de Azevedo Vieira casado, como seu irmão, nesta matriz, em 20 de Janeiro de 1634, com Maria Pereira, filha de Diogo Fernandes Pereira e de Isabel Vieira, como já se disse. Maria Pereira testou em 3 de Fevereiro de 1657, falecendo em 24 de Janeiro de 1667.
3.º Gaspar de Azevedo Teixeira, casado nesta freguesia, em 8 de Novembro de 1639, com Inês Vieira, filha (?) do dito Diogo Fernandes Pereira e de Isabel Vieira. Enviuvando, casou novamente, em 14 de Junho de 1660, com Bárbara Vieira, filha de Pedro A.lvares e de Catarina Vieira, moradores da Ribeira Seca. Gaspar de Azevedo Teixeira era já falecido em 1661, porquanto sua viúva, dita Bárbara Vieira, casou 2.' vez, em 9 de Janeiro de 1662, com Amaro Vieira, do Norte Grande, e filho de Domingos Fernandes e de Maria Vieira. Gaspar de Azevedo Teixeira houve de sua 2.' mulher Bárbara Vieira um filho, por nome Manuel de Azevedo Teixeira que casou, em 14 de Novembro de 1689, com Maria de Borba, filha de Mateus Nunes Pereira e de Ana de Borba.
4.º Águeda de Azevedo, casada em 1633, com Miguel Vieira de Lemos, filho de Manuel Álvares Vieira, já falecido em 1655, e de sua 2.' mulher Constância Pires.
5.º Manuel de Azevedo Teixeira, casado nesta Matriz, em 29 de Outubro de 1651, com Ana Dias de Lemos, filha do cap. Baltasar Luís Pereira e de Joana Dias Pereira de Lemos.
6.º Isabel de Azevedo que ignoramos haver casado.
Os capitães Azevedos da Rua Nova descendem do cap. mor Manuel de Azevedo por seu filho Francisco Vaz de Azevedo, casado com Bárbara Pereira de Lemos, porque foram estes os pais de Manuel de Azevedo Pereira e Sousa, casado em 8 de Janeiro de 1663, com Isabel Pereira, e destes nasceu Maria de Azevedo e Sousa, casada em 8 de Fevereiro de 1706, com o cap. João Pereira Brasil, do Norte Grande, e filho de João Gonçalves Brasil e de Maria ... (o P.' que lavrou aquele termo de oasa-dos ignorou o nome da mulher de João Gonçalves Brasil: não se chamava Maria, mas Catarina Jordão).
Do cap João Pereira Brasil e de Maria de Azevedo Sousa nasceu D. Maria Josefa de Azevedo, casada, em 27 de Novembro de 1724. com o seu primo, o cap. António de Azevedo Machado, das Manadas, e filho do cap. Manuel Machado de Sousa e de Maria de Azevedo Vieira.
Aquele cap. António de Azevedo Machado faleceu, com 96 anos em 18 de Maio de 1792, deixando por sua alma 935 missas rezadas, e foi sepultado na capela de Nossa Senhora dos Remédios, nesta Matriz, da qual era administrador. De seu consórcio nasceu João Machado Pereira, casado no Norte Grande com D. Teresa de Jesus, e foram os pais de D. Maria Josefa de Azevedo que, em 27 de Fevereiro de 1813, casou nesta paroquial com Jácome José do Carvalhal da Silveira Noronha Frias e Bettencourt, cavaleiro fidalgo, natural de Angra, e filho de João do Carvalhal da Silveira Noronha e Frias, de Santa Luzia da dita cidade, e de D. Francisca de Bettencourt, natural da Sé de S. Salvador.

FRANCISGO VAZ DE AZEVEDO e BARBOSA PEREIRA DE LEMOS
Tiveram seis filhos:
1.º André Pereira de Azevedo, casado, em 29 de Junho de 1666, com Maria de S. João, filha de Francisco Ribeiro e de Catarina Fernandes, e tiveram 5 filhos:
2.º Maria Vaz de Azevedo ou Maria de Azevedo de Sousa, casada, com Manuel João da Bica, filho de João Dias Bica e de Juliana Pire,s sem descendência conhecida.
3.º o sarg. mor João de Azevedo Pereira, casado, em 18 de Fevereiro de 1669, com Bárbara Pereira de Sousa, filha de Miguel Vieira de Sousa, já falecido nesse ano, e de Beatriz Alves Maciel, filha de Pedro Sanches, como já se disse. Tiveram 3 filhos.
4.º Manuel de Azevedo Pereira e Sousa, nascido em 1637 e casado, l
em 8 de Janeiro de 1663, com Isabel Pereira, filha do mencionado Miguel Vieira de Sousa. Tiveram 4 filhos.
5.º Baltasar Luís Pereira de Azevedo, que se ignora haver casado; e
6.º Joana Dias de Azevedo que faleceu solteira, em 19 de Fevereiro de 1710.

ANDRÉ PEREIRA DZ AZEVEDO e MARIA DE S. JOÃO (moradores dos Biscoitos)
Filhos:
1.º o sargento Manuel de Azevedo, casado em 26 de Fevereiro de 1705, com Maria de Melo, filha de Domingos Ferreira de Melo, tabelião, e de Catarina de Bairros, que haviam casado também nesta matriz em 12 de Janeiro de 1665, sendo Domingos Ferreira viúvo de Bárbara Vieira, esta de S. Mateus da Urzelina.
2.º Bárbara Pereira, casada, em 14 de Maio de 1701, com Lázaro Pereira de Borba, filho de Manuel Rodrigues de Borba e de Ana Pereira André de Azevedo já falecido nesta data.
3.º Mateus de Azevedo, casado, em 28 de Novembro de 1709 com Isabel Nunes, filha do dito tabelião Domingos Ferreira de Melo.
4.º Antão Pêreira de Azevedo, casado, em 26 de Fevereiro de 1713, com Isabel de Quadros, viúva de Silvestre Pereira do Amaral; e
5.º Catarina de Azevedo. Do sargento Manuel de Azevedo foi filha Maria de Azevedo, casada, em 28 de Setembro de 1726, com João Teixeira Cabral, filho do ajudante Aleixo Correia Cabral, da Graciosa, já em S. Jorge em 1694, e na Calheta em 1700, como escrivão do eclesiástico. Foi casado com Ana Machado Maciel, e primeiramente moraram na Ribeira da Areia.

SARGENTO MOR JoÃo DE AZEVEDO PER'EIRA
Filhos:
1.º Bárbara Pereira de Azevedo, casada, em 12 de Janeiro de 1705, com Simão Rodrigues de Borba, filho de Manuel Pereira de Lemos e de Bárbara Dias.
2.º P.e André de Azevedo; e
3.º P. Manuel de Azevedo Pereira e Sousa, iniciador do projecto de um convento nesta vila, e falecido em 1729.
O sarg. mor, enviuvando de Bárbara Pereira, casou com Luzia Dias, natural do Pico.
Esta Luzia faleceu, com 85 anos, em 7 de Outubro de 1732, sem descendência.

MANUEL DE AZEVEDO PEREIRA E SOUSA e ISABEL PEREIRA
Filhos:
1.º Maria de Azevedo e Sousa, casada com o cap. João Pereira Brasil já mencionado.
2.º O P.e Manuel de Azevedo Pereira, cura desta matriz, falecido em 13 de Dezembro de 1718.
3.º O alferes António de Azevedo Pereira, que aparece nos registos em 1697; e
4.º D. Ana de Azevedo Pereira, nascida em 1675 e casada, em 21 de Abril de 1708, com o cap. António de Sousa de Borba, filho de Manuel Lopes de Sousa e de Bárbara Gil de Borba, de S. Tiago D. Ana de Azevedo Pereira faleceu, com 83 anos, em 22 de Julho de 1758.

Manuel Lopes de Sousa, filho de Gonçalo Lopes e de Ana Lopes, de S. Tiago, havia casado nesta matriz, em 6 de Junho de 1667, com a dita Bárbara Gil, filha de Francisco da Cunha Ferro e de Luzia Pereira, este filho de Manuel Vieira Ferro e de Vitória da Cunha, e ela filha do 2.º sarg. mar desta capitania, Melchior Nunes Pereira e de Bárbara Jorge de Borba, filha de Sebastião Gil de Borba, da Praia da Terceira. O cap. António de Sousa de Borba, falecido com 60 anos em 19 de Março de 1737, teve de seu consórcio 5 filhos:

1.º O cap. António de Azevedo Pereira, casado, em 27 de Maio de 1748, com D. Maria Josefa de Sousa, irmã do P.' António de Sousa Pereira, depois vigário desta matriz e ouvidor da jurisdição, e filhos do sargento Domingos de Sousa Pereira, da Urzelina, mas casado nesta paroquial, em 19 de Janeiro de 1711 com Catarina Pereira, filha de Gaspar de Bairros e de Maria Pereira. Domingos de Sousa Pereira, que foi filho de João de Sousa Brasil e de Luzia Pereira, faleceu, com 68 anos, em 5 de Janeiro de 1753.
2.º Manuel de Azevedo, que foi para Lisboa, e do qual não houve mais notícia.
3.º D. Rosa Maria de Azevedo, casada em 10 de Julho de 1758 com o tenente Manuel António da Silveira, de S. Lázaro do Norte Pequeno e filho de José de Sousa Oliveira e de sua segunda mulher, Isabel Gregório Machado, moradores das Manadas. José de Sousa de Oliveira era viúvo de Maria de Oliveira, também viúva de Lázaro Nunes da Cunha, do Norte Pequeno.
4.º D. Isabel Maria de Azevedo, casada, em 15 de Fevereiro de 1751, com o alferes Manuel Pereira de Sousa, também irmão do P.e António de Sousa Pereira.
5.º D. Bárbara de Jesus, que faleceu solteira, com 77 anos de idade, em 8 de Março de 1777, deixando a casa dos frades, como diremos adiante. Finalmente, o cap. António de Sousa de Borba morou na Rua Nova na casa que foi de seu sogro Manuel de Azevedo Pereira, em cujo local, no princípio do século passado, José Manuel Teixeira, vindo do Brasil, levantou novo prédio, que foi a morada de seu filho João Manuel Teixeira, prédio actualmente arruinado e pertence à família do sr. P.e António de Sousa dos Santos, da Fajã dos Vimes, e este sacerdote neto do dito José Manuel Teixeira. Este teve 4 filhos: João Manuel Teixeira, António Manuel Teixeira, o P.e José Manuel Teixeira, cura das Velas e Maria Firmina, mãe do dito sr. P.e Santos. Até aqui temos tratado dos descendentes de Francisco Vaz de Azevedo.

MANUEL DE AZEVEDO TEXEIRA, filho do cap. mor Manuel de Azevedo, Casado com Ana Dias de Lemos, tiveram 2 filhos:

1.º D Maria Antónia da Piedade, religiosa no convento da Conceição da cidade de Angra, e falecida no ano de 1711.
2.º o sarg. mor António de Azevedo Teixeira, falecido com 75 anos em 7 de Fevereiro de 1737, de epidemia que durante algum tempo fez nesta jurisdição grande número de vítimas. Sua mãe, Ana Dias de Lemos, falecera em 27 de Outubro de 1698. Não encontrámos o registo de matrimónio deste sarg. mor, sabendo, porém, que em 1701 já estava casado com D. Francisca de Sousa Machado, filha de João Machado Pereira e de Isabel de Azevedo; esta filha de João de Azevedo Vieira e de Maria Pereira, e aquele filho de Gaspar Nunes Pereira Brasil e de Ana Machado, das Manadas, esta filha de João Machado e de Maria Gonçalves e Gaspar Nunes filho de António Alvares Pereira, filho do povoador Nuno Alvares Pereira e de Catarina Fernandes; e casado, o dito António Alvares, com Catarina Pereira, filha de Gaspar Nunes Pereira, o Velho e de Maria Luís de Sousa.

Gaspar Nunes Pereira, o Velho, foi filho de A.lvaro Nunes Pereira e de Maria Pereira, aquele filho de Alvaro Pires, cavaleiro de Cristo, e sarg. mor do Algarve, casado com Catarina Eanes, e veio para Angra com João Vaz Corte-Real; e Maria Pereira, filha de Lourenço Vaz e de Bárbara Pereira. Lourenço Vaz foi filho de João Vaz Corte-Real, donatário de Angra, e desta ilha de S. Jorge; e Bárbara Pereira filha de João Garcia Pereira, da ilha do Faial.
Maria Luís de Sousa, mulher de Gaspar Nunes Pereira, o Velho, foi filha de João Valido e de Inês Pires, e esta, filha de Pero Luís de Sousa do Brasil e de Catarina Eanes Pires. João Machado, casado com Maria Gonçalves, foi filho de Pedro Lourenço Machado e de Catarina Dias Vieira, esta, filha do já mencionado Vicente Dias Vieira, e Pedro Lourenço, filho de Afonso Lourenço, um dos principais de Angra nos seus princípios, e de Marquesa Gonçalves Machado, filha de Goncalo Eanes da Fonseca e de Mécia de Andrade Machado.

D. Mécia de Andrade Machado foi filha do Dr. João Lisboa Machado, natural de Labeyra, Espanha, e de D. Maria de Castro. O Dr. João Lisboa foi filho do Dr. Pedro Machado, regedor das justiças e de outra D. Maria de Castro, dama do Paço; o Dr. Pedro Machado, filho de João Esteves de Vila Nova, alferes mor de D. João I e de D. Leonor Goncalves Machado, filha de Alvaro Gonçalves Machado, do Conselho de Estado, e de D. Maria de Carvalho; Álvaro Gonçalves Machado, filho de Goncalo Machado, filho de Diogo Machado, filho de Pedro Martins Machado, senhor de Entre Homem e Cávado, filho de Diogo Machado, filho de Martim Machado, alcaide-mor de Lanhaso, filho de Martim, ou Mem Moniz, que, a golpes de machado despedaçou a porta da muralha na tomada de Santarém por D. Afonso Henriques em 1147. Martim Moniz casado com D. Teresa Afonso, filho de el-rei D Afonso de Leão. O mesmo Martim Maniz foi filho do 1.º conde D. Maninho Osório de cabreira e Ribeira e de D. Maria Nunes, filha de D. Nuno Soares. Alvaro Gonçalves Machado, casado com D. Maria de Carvalho, foi irmão de D. Teresa, casada com Martim Bulhões, e estes, pais de Santo António de Lisboa. João Esteves de Vila Nova foi filho de Vasco Fernandes, senhor da Torre de Moncorvo, alferes-mor de el-rei D. João I de boa memória. (Apontamentos do Dr. José Pereira da Cunha da Silveira e Sousa, das Velas).

O SARG. MOR ANTÓNIO DE AZEVEDO TEIXEIRA E D. FRANCISCA DE SOUSA MACHADO
Tiveram 7 filhos :

1.º D. Maria de Azevedo de Sousa, nascida em 19 de Agosto de 1697 e falecida com 82 anos em 6 de Dezembro de 1779. Casou duas vezes, a 1.a em 8 de Março de 1734 com Nicolau Silveira Machado, dos Rosais, e filho de João Silveira Machado e de Catarina Dias de Sousa. Enviuvando de Nicolau Silveira, que faleceu de 37 anos de idade em 22 de Setembro de 1735, casou 2.a vez, em 9 de Maio de 1740, com o cap. António Álvares Machado, filho de Francisco Gonçalves Quadrado, das Velas, mas escrivão da Câmara da Calheta. De Nicolau Silveira, houve D. Maria um filho o alferes Manuel Silveira Machado; e do cap. António A.lvares houve o alferes António Alvares Machado, o Moço e moravam na Rua Nova, à entrada da canada das Loirinhas.
O cap. António Álvares Machado, também escrivão da Câmara, falecido com 94 anos em 12 de Fevereiro de 1760, casou a 1. vez com Isabel Silveira de Sousa e Avila, de S. Tiago, e filha de Francisco Silveira de Avila e de Maria Neta, filha do cap. mor Gaspar Nunes Neto. Do consórcio do cap. António Alvares Machado, houve: 1.º Ana, baptizada em 28 de Julho de 1694; 2.º D. Maria Joana da Silveira, ou D. Maria Silveira Machado, nascida em 4 de Janeiro de 1698, e casou com João Teixeira Cabral, das Velas; 3.º o P.e Manuel Silveira Machado, nascido em 25 de Dezembro de 1699, e era cura de S. Tiago em 1727; e 4.º o P.e António Silveira Machado, baptizado em 22 de Janeiro de 1696, e foi vice-vigário desta matriz de Santa Catarina, e em 1758 era vigário de Nossa Senhora da Luz, da Graciosa.
2.º filho do sarg. mor D. Marta de Azevedo ou D. Marta Maria do Sacramento, nascida em 16 de Janeiro de 1702, e falecida, solteira, em 13 de Agosto de 1770. Morava na Fajã Grande desta freguesia.
3.º D. Rosa Clara de Santa Maria, nascida em 26 de Setembro de de 1705, e casada em 17 de Julho de 1730, com o cap. Jorge de Sousa da Silveira, das Manadas, viúvo de D. Maria Clara de Bettencourt, e filho do cap. João de Matos da Silveira.
4.º D. Margarida Machado de Azevedo, casada, em 1743, com o cap. João de Sousa Pereira, filho do cap. Agostinho Pereira de Borba, e de D. Maria da Trindade; e o cap. Agostinho filho de Matias Pereira de Borba, já falecido em 1655, e de Milícia Gaspar, filha de Gaspar Gonçalves de Quadros ou Quadrado e de Maria da Cunha; e Matias Pereira de Borba filho do 2.º sarg. mor da Calheta, Melchior Nunes Pereira, falecido em 1643, e de Bárbara Jorge de Borba; e o sarg. mor filho de Gaspar Nunes Pereira, o Velho, e de Maria Luís de Sousa, já mencionados.
MANUEL FERNANDES FERRO, O VELHO, casado com Maria Gomes
Teve data nesta vila em terrenos contíguos e ao oeste do Grotão, e sua morada acima da Ponta do Açougue ou forte de S. João Baptista.
Foram seus filhos:
1.º Manuel Fernandes de Agueda, o Moço,
2.º Bárbara Manuel, casada com António Vieira Ferro;
3.º Damião Fernandes, casado com Apolónia Dias;
4.º Bartolomeu Fernandes;
5.º Gaspar Manuel;
6.º Baltasar Manuel, casado com Catarina Vieira;
7.º Susana Manuel, casada com Miguel Vieira, filho de Vicente Dias Vieira.

ANTÓNIO VIEIRA (FERR0) e BÁRBARA MANUEL
Foram os progenitores 1.º de Manuel Vieira Ferro, casado com Vitória da Cunha, filha de Belchior Gonçalves da Cunha, do Topo, já falecido em 1594 e de Juliana Pires, e estes os troncos do.s Cunhas desta jurisdição; Juliana Pires foi filha de João Pires e de Joana Pires, que testou em 31 de Agosto de 1567, nas notas do tabelião Manuel Brás, e aquele casal teve mais os filhos seguintes: Jorge Fernandes, Gaspar Fernandes, Baltasar Fernandes, Madalena Fernandes, Ana Gonçalves, Simão Fernandes, Pedro Fernandes, Catarina, João, Fernão, e Belchior, que morreu no mar. Moravam acima dos Lameiros, no Vale das Amoras; 2.º António Vieira Ferro que figura na prestação de contas do município em 1625; 3.º Pedro Vieira Ferro, casado com Maria de Lemos; 4.º; Brás Vieira Ferro, casado com Catarina Pedrosa; 5.º; Bárbara Man,uel, casada com o tabelião António Vieira. Manuel Vieira Ferro e Vitória da Cunha foram os pais de António da Cunha Vieira, casado com Águeda Jorge, filha de António Luís Pereira e de Helena Toste, de S. Tiago; Antonio Luís Pereira, filho de Nuno Jorge e de Margarida Toste; e Nuno Jorge, filho de Nuno Álvares Pereira e de Catarina Fernandes. Helena Toste, mulher de António Luís, era filha de João Afonso do Pó e de Lucrécia Lopes. António Luís Pereira e Helena Toste foram também os pais de Francisco Luís Souto Maior, do P.'e João do Souto Maior, de Manuel do Souto Maior e de António Luís Souto Maior. Foram ainda filhos de João Afonso do Pó e de Lucrécia Lopes agueda Luís, falecida em 1641, Bárbara Luís, Maria Álvares, Isabel Afonso ou Isabel Geegório, Catarina Pires, Ana Lopes e Lázaro Pereira, todos de S. Tiago. António Luís Pereira e Helena Toste, sua mulher, ainda viviam em 1632. Os dados genealógicos de João Afonso do Pó e de Lucrécia Lopes foram-nos fornecidos pelo contexto do testamento de seu neto Francisco Luís Souto Maior, casado em 1625 com Helena Machado Vieira, e falecido a 20 de Novembro de 1666. Estes sobreviveram a seus filhos Inácio Machado e João Luís Machado. Helena Machado Vieira, mulher do Souto Maior, falecida a 22 de Maio de 1671, declara em seu testamento ser tia de Isidoro Gonçalves Pereira e de Bartolomeu Goncalves Pereira; era portanto irmã de Ana Machado casada com Gaspar Nunes Pereira Brasil, e filhas de João Machado e de Maria Gonçalves, filha de Duarte Gonçalves, da Terceira.

MANUEL FERNANDES VIEIRA FERRO, já falecido em 1623, e VITÓRIA DA CUNHA
Tiveram 9 filhos:

1.º António da Cunha Vieira, casado com Agueda Jorge; c.d.
2.º Baltasar da Cunha Vieira, casado com ..., e cuja filha Maria da Cunha casou em S. Tiago com Domingos Afonso de Sousa, filho do cap. Baltasar Luís Pereira, como diremos adiante. Teve outro filho por nome Manuel Vieira da Cunha.
3.º Gaspar Vieira da Cunha, nascido em 1594, e casou com Francisca Pereira, filha do sa.-g. mor Melchior Nunes Pereira, de quem houve 8 filhos;
4.º Juliana Pires, casada com João Dias Bica, filho de Aleixo Dias Bica, o Velho, e de Juliana Pires. Tiveram 4 filhos.
5.º Manuêl Vieira da Cunha, casado com Catarina de Bairros, falecida em 1659 e tiveram 10 filhos.
6.º Apolónia da Cunha, casada com João Dias Pereira, filho do sarg. mor Melchior Nunes Pereira. Conhecemos 4 filhos deste ca.sal.
7.º Francisco da Cunha Ferro, casado com Luzia Pereira, filha do mencionado sarg. mor Melchior Nunes Pereira e de sua mulher Bárbara Jorge de Borba.
8.º Catarina Vieira da Cunha, falecida em 1657, casada com Álvaro Nunes Pereira, do Norte Pequeno, que supomos filho do sarg. mor Melchio- Nunes Pereira. Álvaro Nunes Pereira foi filho de Baltasar Nunes Pereira, e este, filho de Alvaro Nunes Pereira e de Maria Pereira, filha de Lourenco Vaz.
9.º Bárbara da Cunha Vieira, como conjecturamos, e foi casada com Luís Correia da Silva, irmão ou sobrinho do vigário desta matriz P.e Cosme Correia da Silva, natural da Graciosa. Deste Luís Correia e de Bárbara da Cunha julgamos filhos Gaspar dos Reis da Silva casado em 1652 com Iria João, do Norte Pequeno; Vitória da Cunha, casada com Manuel Cardoso Bica, e Maria da Silva, casada com Manuel Cardoso Carvalho.

De Gaspar Vieira da Cunha e de Francisco Pereira filhos: Gaspar de Bairros; Maria da Cunha ou Maria da Trindade; Vitória da Cunha; Catarina Pereira; Marta da Trindade; António Pereira da Cunha, nascido em 1630; Jow da Cunha; e Manuel Vieira da Cunha. Gaspar Vieira da Cunha era já falecido em 1668.
De Juliana Pires e de João Dias Bica -filhos: Maria da Cunha, falecida solteira e de menoridade; António Dias da Cunha, casado com Apolónia Pereira, filha do cap. Miguel Afonso de Valença e de Isabel Nunes; Manuel João da Bica, casado com Maria Vaz de Azevedo, filha de Francisco Vaz de Azevedo; e Aleixo Dias da Cunha, casado em S. Tiago com Bárbara Ramalho, filha do cap. Francisco Lopes Teixeira e de Isabel Gregório. Francisco Lopes Teixeira já falecido em 1650.
De Manuel Vieira da Cunha e de Catarina de Bairros, filhos: o P.e Mateus Vieira da Cunha, cura desta matriz; Vitória da Cunha; Maria Vieira da Cunha, Bárbara Pereira da Cunha, Brites Vieira, Gaspar de Bairros Pereira, Francisco da Cunha Pereira, João, Pedro de Bairros, e António Vieira da Cunha, casado com Maria Nunes, filha de Francisco Gomes e de Maria Pereira.

De Apolónia da Cunha e de João Dias Pereira filhos: Bárbara Vieira de Sousa, casada com o cap. mor Gonçalo Pereira Machado, Pedro da Cunha e Sousa ou Pedro Dias Pereira, casado com Bárbara Vieira Machado; Amaro Pereira da Cunha, casado nas Manadas com Ana Machado, já viúva de Amaro Pereira da Cunha em 16 de Setembro de 1680; e Maria Nunes da Cunha de Borba, casada com o cap. Gonçalo Nunes Pereira, filho do cap. Pedro Luís Pereira e de Bárbara Dias Teixeira O cap. Gonçalo e Maria de Cunha procriaram o vigário de Rosais P.e António Teixeira Machado, o vigário de Santo Amaro desta ilha P.e Manuel Machado de Sousa e Bárbara de Sousa Maohado, çasada com o sarg. mor das Velas, Amaro Soares de Sousa.
De Francisco da CunAa Ferro e de Luiza Pedreira, filhos:

1.º Bárbara Gil, casada em 6 de Junho de 1667 com Manuel Lopes, de S. Tiago, e filho de Gonçalo Lopes e de Ana Lopes.
2.º José Pereira da Cunha, casado com Luzia Pereira, com descendência no Funchal, Madeira.
3.º Catarina Pereira da Cunha, casada com Amaro de Avila, do Norte Grande, e filho de João de Oliveira Fagundes e de Joana de Avila.
De Manuel Fernandes Vieira Ferro e de Vitória da Cunha julgamos ainda mais um 10.º filho, João Vieira da Cunha, morador do Norte Pequeno.

António da Cunha Vieira e mulher, Agueda Jorge, tiveram 9 filhos:
1.º Vitória da Cunha, baptizada em 23 de Fevereiro de 1628;
2.º Helena Toste, baptizada em 22 de Junho de 1630;
3.º Manuel, baptizado em 22 de Dezembro de 1632;
4.º Maria da Cunha, baptizada em 27 de Maio de 1635;
5.º Isabel Peixeira, nascida em 1637;
6.º João, baptizado em Março de 1639:
7.º Apolónia, baptizada em 12 de Janeiro de 1642;
8.º Ana, baptizada em 31 de Julho de 1644;
9.º António, baptizado a 8 de Abril de 1649.

ANTÓNIO VIEIRA, Tabelião, casado com Bárbara Manuel
Veio de Lisboa para a Calheta, figurando aqui nos ofícios de tabelião e escrivão da Câmara em 1561. Devia sê-lo já em 1559, data em que nos três concelhos desta ilha começou o registo das deliberações camarárias, escrevendo-,se as actas das respectivas sessões.
Em 1567 era também tabelião nesta vila Manuel Brás, talvez mais velho que António Vieira.
Casado com Bárbara Manuel, filha de António Vieira Ferro e de Bárbara Manuel, em 1614 era já viúvo, falecendo de longa idade em 1624. Julgamos ser sua filha Sultana Manuel, casada com Francisco Rodrigues de S. Pedro, que em 1624 lhe sucedeu no cargo de tabelião e de escrivão da Câmara e em 1656 já era falecido.

Nesta época foi escrivão da Câmara das Velas Gonçalo Vieira, e da Câmara do Topo, Pero Dias. Eram certamente filhos ou netos, de outros que no Reino exerciam os mesmo: ofícios. Pois, como se vê no Arquivo dos Açores, Fernão Vieira lavrava, em Tavira, cartas de confirmação em nome de El-Rei, no ano de 1448. João Vieira alvarás, em Vila Nova de Portimão, em 1495. André Dias, em Lisboa, no ano de 1501. Francisco Dias, em Lisboa, no mesmo ano. Jorge Dias em 1513, 1514 e 1536. Álvaro Dias, no Faial, em 1539. Simeão Dias, Lisboa, 1540. Damião Dias, Lisboa, 1540 e 1546. Rui Dias, Lisboa, 1553. Baltasar Dias, escrivão da Câmara das Lages do Pico, em 1559. Duarte Dias, Lisboa, 1583. E Rui Dias de Meneses, Lisboa, em 1583 e 1602. No concelho das Velas desta ilha o cargo de escrivão da Câmara andou na mesma família durante 300 anos, e nesta vila da Calheta durante 130.

PEDRO EANES VALENÇA , casado com Isabel Casada Barreto
Segundo o Dr Gaspar Frutuoso, teve grandes datas de terreno na Ribeira da Areia, parte do Norte Pequeno e Fajã dos Cubras. Seus filhos se estabeleceram em S. Tiago da Ribeira Seca, acima da igreja paroquial, com terras em toda a circunvizinhança. Sua mulher dizem uns ser Isabel Casada, e outros Isabel Caiada. Deve ser Casada, porquanto há no Norte Grande o chafariz à Ramada, em frente à igreja, cuja água é encanada da Fonte da Casada, nome tradicional que é de presumir só fosse usado pela família de Pero Eanes de Valença.
Deste povoador descende o P. João Taveira de Freitas, falecido em 29 de Março de 1917, e seu sobrinho, Hermenegildo Teixeira Martins, oficial do exército, residindo na Figueira da Foz. Mais descendem os representantes do último cap. mor Miguel António da Silveira e Sousa, bem como algumas famílias desta freguesia de Santa Catarina e de S. Tiago e, nomeadamente, o maestro sr Francisco de Lacerda e seus primos João Forjaz Pacheco e José Severiano de Andrade e Silveira.
Porquanto estes são bisnetos de João Caetano de Sousa, casado em S. Tiago com D. Rita dos Anjos e Silveira, filha do cap. Bartolomeu Silveira Machado e de D. Rita do Espírito Santo e Silveira, filho, o dito capitão, do cap. Tomé Teixeira de Sousa e de D. Maria dos Anjos de Lemos, filha de Pedro Luís de Lemos e de Bárbara de Sousa Teixeira, filha do cap. Tomé Gregório Teixeira e de Ana de Sousa Brasil, e aquele capitão, filho do cap. Francisco Lopes Teixeira e de Isabel Gregório, filha do 1.º cap. mor da Calheta, Tomé Gregório e de Bárbara Ramalho, e o cap. mor filho de Gregório Fernandes, e este filho do dito povoador Pero Eanes de Valença e de sua mulher Isabel Casada Barreto.

Tomé Gregório, 1.º cap. mor da Calheta e sua mulher Bárbara Ramalho foram também os pais do 3.º cap. mor das Lages do Pico, Baltasar Gregório Ramalho, casado ali com Luzia de Avila Bettencourt, filha de João Jorge da Silveira, do Faial, e de Agueda Pereira de Bettencourt, «pessoas de antiga nobreza e fidalguia, que viveram com fausto de escravos, cavalos, armas, e criados», descendentes de Antão Gonçalves de Avila Bettencourt.
Baltasar Gregório Ramalho deixou descendência nas Lages. Casara 1.a vez com Luzia Homem, filha de Luís Homem da Costa.

NUNO ÁLVARES PEREIRA, casado com Catarina Fernandes
Foram considerados «nobres e fidalgos» e tiveram 8 filhos com larga descendência, nesta, e nas freguesias de S. Tiago, Manadas, Norte Pequeno e Velas.
Do consórcio de Nuno Alvares, houve os seguintes filhos:
1.º Nuno Jorge, casado em S. Tiago com Margarida Toste;
2.º António Álvares Pereira, casado com sua prima Catarina Pereira e Sousa, filha de Gaspar Nunes Pereira, o Velho e de Maria Luís de Sousa;
3.º Bartolomeu Simão, o Ruivo;
4.º Gaspar Nunes Alvares Pereira;
5.º Amador Louranço;
6.º Leonor Dias;
7.º Isabel Pereira; e
8.º Gonçallo Nunes Pereira, casado com sua prima Maria Luís Pereira, filha do mencionado Gaspar Nunes Pereira, o Velho e de Maria Luís de Sousa.
Gaspar Nunes Pereira, o Velho, filho de Álvaro Nunes e irmão de Nuno Álvares, foi casado com Maria Luís de Sousa, filha de João Valido e de Inês Pires, filha de Pero Luís de Sousa do Brasil e de Catarina Anes Pires, de Santarém; e morou, o dito Gaspar Nunes Pereira, no Norte Pequeno, onde o avô de sua mulher, dito Pero Luís de Sousa, escolheu terras para sua filha Inês Pires, e nomeadamente as terras dos Azevinhos e Fajã do Mero. Também tinha bens nesta vila, como 3 alqueires de vinha atrás da matriz em que lançou o foro de 600 reis ao SS. º desta igreja, e cujo primeiro enfiteuta foi Catarina Lopes, talvez 2.' mulher do instituidor, dito Gaspar Nunes.

Filhos de GONÇALO NUNES PEREIRA e de Maria Luís Pereira
1.º Gaspar Nunes Neto, 3.º cap. mor desta vila em 1638, morador da Ribeira Seca, juiz ordinário em 1614 e noutros anos e 1.º sarg. mor desta jurisdição até 1638. Foi casado com Bárbara de Valença, filha de Belchior Afonso de Valença e de Isabel Dias.
Faleceu em 1655, e sua mulher Bárbara de Valença, em 26 de Agosto de 1681, dizendo em seu testamento «queria ser enterrada na sepultura de seu avô Domingos Fernandes, onde já sua mãe Isabel Dias o havia sido». Tiveram os seguintes filhos: 1.º João Luís Pereira, que lhe sucedeu no cargo de chefe da capitania, talvez em 1641;
2.º Maria Neta de Sousa, casada com Francisco Silveira de Ávila;
3.º Bárbara Pereira Neta, casada com o sarg. mor do Topo João Silveira de Ávila. Aqueles Avilas eram do Topo, e ambos filhos de António Silveira de Avila e de Águeda Dias;
4.º Luzia Dias, baptizada em 25 de Junho de 1628;
5.º Ana Dias, mais conhecida por Ana Rodrigues, que aparece no arquivo paroquial em 1632, e foi casada com Pedro Rodrigues;
6.º Catarina Alvitres, baptizada em 8 de Agosto de 1632, e foi casada com Amaro Pereira;
7.º Gonçalo Nunes Neto, que aparece no dito ano, e foi casado ccen Francisca Gaspar;
8.º Isabel Dias, que figura no registo paroquial em 1637;
9.º Gaspar Nunes Pereira, casado com Bárbara de Sousa, moradores do Norte Pequeno.

Quanto a seu filho mais velho João Luís Pereira, 4.º cap. mor da Calheta talvez desde 1641, sabe-se que casou três vezes: a 1. com Francisca de Borba, de quem nasceu Ana de Borba, casada com o cap. António Machado Teixeira; 2.' vez com Catarina Machado Teixeira, filha de António Teixeira Machado e de Francisca Gaspar Boto, moradores de Santo António do Norte Grande, e houveram dois filhos o cap. mor Gonçalo Pereira Machado, casado com Bárbara de Sousa, filha de João Dias Pereira e de Apolónia da Cunha; e 2.º Maria Neta, ou Maria da Piedade, casada, em 10 de Maio de 1660 com o cap Francisco Correia de Bettencourt, das Velas; 3.' vez com Catarina de Sousa, do Topo, irmã de João Dias de Sousa, da qual não teve descendência. Em 1662 já se achava casado com esta, porquanto Catarina Machado Teixeira, 2.' mulher, falecera em 1660. João Luís Pe."eira de Valença faleceu em 1677. Assinava-se tão somente por João Luís Pereira, mas era conhecido por João Nunes, João Nunes Neto, João Luís Pereira, João Luís Pereira de Valença.

2.º filho de GONÇALO NUNES PEREIRA e de Maria Luís Pereira

Isabel Nunes, já falecida em 1669, casada com o cap. Miguel Afonso de Valença, nascido em 1594, filho de Belchior Afonso de Valença e de Isabel Dias Belchior Afonso de Valença filho de Pedro Afonso de Valença; e de Catarina Rodrigues e Pedro Afonso de Valenca filho de Pero Eanes de Valença e de Isabel Casada e Barreto. Isabel Dias, mulher de Melchior Afonso, foi filha de Domingos Fernandes e de Ana Dias; Domingos Fernandes filho de Fernando de Agueda e de Maria Eanes; Fernando de Agueda, irmão de João de Águeda, o Velho, escudeiro; e Ana Dias, finalmente, filha de Sebastião Dias Salazar e de Senhorinha Gonçalves.

Do cap. Miguel Afonso de Valença e de sua mulher Isabel Nunes, já falecida em 1669, conhecemos os filhos seguintes:

1.º o cap. João Luís de Valença, morador do Norte Pequeno e casado no Topo, em 1654, com Luzia Silveira de Sousa, filha do 1.º sarg. mor daquela jurisdição, já em 1618, Francisco da Silveira de Avila, e de sua mulher Ana de Matos da Silveira.
2.º Ana Pereira Leal, casada, nesta matriz, em 16 de Setembro de 1654, com Amaro de Avila Amarante, viúvo de Isabel Teixeira Fagundes, e filho de João Amarante e de Paula Correia de A.vila Goulart, estes das Velas.
3.º Catarina Leal de Valença, casada em 28 de Janeiro de 1658, nesta igreja paroquial, com Relchior Nunes Pereira, nascido em 1630, e era filho de Matias Pereira de Borba, já falecido em 1655, e de Milícia Gaspar, esta filha de Gaspar Gonçalves de Quadros, ou Quadrado, e de Maria da Cunha; e Matias Pereira de Borba filho do 2.º sarg. mor desta vila Melchior Nunes Pereira e de Bárbara Jorge de Borba.
4.º Apolónia Pereira, casada, nesta matriz, em 24 de Janeiro de 1661, com António Dias da Cunha, filho de João Dias Bica e de Juliana Pires;
5.º António Leal Pereira, casado no Brasil com Joana de Oliveira;
O 5.º filho do cap. Miguel Afonso de Valenca António LeaI Pereira, e sua mulher Joana de Oliveira, tiveram um filho Pascoal Pereira de Valença, nascido em Pernambuco, o qual, já falecidos os pais, vendeu em 21 de Setembro de 1700, ao cap. (mor) Simão Pereira de Sousa a vinha do Sumidouro na Fajã Grande, confinando pelo sul e oeste com caminho público (hoje de João Amaral), e outra contígua pelo nascente (hoje de André José da Silva) por 160$000, vinhas que haviam pertencido a seu avô dito cap. Miguel Afonso de Valença, casado com Isabel Nunes Pereira.

O sarg. mor Melchior Nunes Pereira testou em 20 de Julho de 1643, falecendo nesse ano.
De Maria Luís Pereira, mulher de Gonçalo Nunes Pereira, era irmã Bárbara Pereira, casada com Domingos Afonso, ou Domingos Nunes Pereira, filho de Baltasar Nunes Pereira, e este irmão de Gaspar Nunes Pereira (o velho). Aqueles Domingos Afonso e Bárbara Pereira foram os pais de Gaspar de Bairros, já falecido em 1631, e do cap. Baltasar Luís Pereira, morador da Rua Nova, e faleceu em 1656.
Casou com Joana Dias Pereira de Lemos, filha do cap. Pedro Dias de Lemos e de Maria Nunes, filho, este Pedro Dias, de João Dias de Lemos, que José de Faria, nos Títulos das famílias de Portugal, diz que «morava na Ilha de S. Jorge».

Baltasar Luís Pereira já era cap. de ordenança em 1633.
Tiveram 11 filhos :

1.º O P.e João Pereira de Lemos, ainda estudante em 1647, ordenado de presbítero em 1648, foi vigário do Norte Grande, e de 1683 a 1689 vigário desta freguesia de Santa Catarina.
Morava no 1.º prédio ao poente da casa do concelho, hoje pertencente a Anatólio Dutra. Tinha sido deixado para «Passal» pelo vigário P.e João Gonçalves Boto, natural das Velas, e falecido em 1646. O P.e Boto havia comprado essa casa a Pedro Cardoso, procurador do número. Em 1669 foi arrematada por 45$000 em favor da Confraria do SS.mo, sendo arrematante o vigário P.e Francisco Silveira Vilalobos, que a cedeu ao P.e Lemos. Deste passou a seu sobrinho o P.e Lázaro Nunes, degolado pelos turcos na ilha de Chipre, pelo que foi, pela Santa Sé, declarado Venerável. Com o martírio deste, passou ao P.e Baltasar Luís de Borba, deste ao P.e José de Sousa Machado, deste ao cap. António de Azevedo Pereira, passando a sua viúva, D. Maria Josefa, que vendeu ao ouvidor P.e Jacinto José de Bettencourt, que legou a seu sobrinho, o cap. Jacinto Soares de Albergaria, que vendeu em 1825 ao vigário P.e João de Matos de Azevedo, que deixou a D. Rita Emília, casada com Mateus Cândido da Silveira, cujo filho António Cândido, legou a seu cunhado o P.e João Ernesto de Amorim, cura de S. Tiago, o qual padre vendeu a José Machado Dutra, pai do sr. Anatólio Dutra. Diremos ainda que após o terramoto de 9 de Julho de 1757, o P.e José de Sousa Machado, vigário do Norte Grande, requereu a esta Câmara fizesse arrematar a interesse dele, a madeira e telha da casa vinculada pelo P.e João Pereira de Lemos, «por não ter ficado pedra sobre pedra, como sucedeu a todas desta vila», na noite de 9 de Julho. Fez-se praça em 9 de Novembro do dito ano, sendo arrematante, por 16$010, Francisco de Borba. O dito prédio, como todos os desta vila, foi depois reedificado.

2.º filho do cap. BALTASAR LUÍS PEREIRA
Bárbara Pereira de Lemos, casada, em 13 de Janeiro de 1631, com Francisco Vaz de Azevedo, filho do cap. mor Manuel de Azevedo, e de cuja descendência já nos ocupámos.

3.º filho do cap. BALTASAR LUÍS PEREIRA
Joana Pereira de Lemos, já falecida em 1652, e havia casado com o cap. Gaspar Gonçalves Balieiro, das Velas, e filho de Floriano Cardoso Pereira e de Clara Quadrado. Foram aqueles os 5.os avós dos Drs. Cunhas, a saber: o Conselheiro Dr. José Pereira da Cunha da Silveira e Sousa, morador das Velas; o Dr. António Pereira da Cunha, morador de S. Tiago da Ribeira Seca; e o Dr. João Pereira da Cunha Pacheco, morador da Fajã de Santo Amaro desta ilha, e já todos falecidos.
4.º filho do cap. BALTASAR LUÍS PEREIRA
Domingos Afonso de Sousa, casado em S. Tiago com Maria da Cunha Vieira, filha de Baltasar da Cunha Vieira e de ...
Moravam estes a S. Bartolomeu, e cuja habitação era contígua e ao nascente da casa do P.e João Teixeira de Freitas, e esta na épocadaquele casal, pertencia ao cap. João Teixeira de Lemos. Maria da Cunha Vieira faleceu em 31 de Março de 1674. Em 1651 já aparecem casados. Nos apontamentos particulares dos descendentes do cap. Baltasar Luís Pereira não figura Domingos Afonso como seu filho. Não pode haver a menor dúvida a respeito, porque no testamento do P.e João Pereira de Lemos vem com individuação, e com a maior clareza, escrito Domingos Afonso de Sousa como seu irmão. Nesse testamento, porém, não se faz a menor referência a D. Joana Pereira de Lemos, casada com o cap. Gaspar Gonçalves Balieiro, e falecida em 1652, o que não quer dizer, todavia, que o P.e João Pereira de Lemos não fosse irmão dela.
Do casal de Domingos Afonso de Sousa conhecemos, porque alguns casaram nesta matriz, 1.º Filipa de S. Tiago, com Jacinto Pereira, viúvo de Catarina Vieira; 2.º Antão Pereira de Sousa, casado, em 12 de Janeiro de 1705, com Maria Alvares de Borba, filha de Pedro de Borba Teixeira e de Maria Alves, esta filha de Miguel Vieira de Sousa e de Brites Alves, e aquele, filho de João Gonçalves de Borba das Figueiras, casais de que já nos ocupámos; 3.º Manuel Vieira Teixeira; 4.º João Teixeira de Sousa ou João Pereira da Cunha, casado, em 25 de Novembro de 1717, com Catarina Homem de Sousa, filha de Pedro do Brasil e de Bárbara Vieira; 5.º Baltasar da Cunha, casado com Bárbara Vieira. e esta falecida, com 95 anos, em 31 de Dezembro de 1751.
5.º filho do cap. BALTAZAR LUÍS PEREIRA
Ana Dias de Lemos, casada, em 29 de Outubro de 1651, com Manuel de Azevedo Teixeira, filho do cap. mor Manuel de Azevedo, dos quais já nos ocupámos. Ana Dias testou em 5 de Dezembro de 1696.
6.º filho do cap. BALTASARL LUIS PEREIRA
Maria Luís de Lemos, casada com João Pedroso Vieira, irmão de António Vieira, e filhos de Brás Vieira e de Catarina Pedrosa, falecida em 1657.
Tiveram 8 filhos: 1.º João Pedroso; 2.º Maria Luís; 3.º o cap. Rafael Pereira de Lemos, casado, em 30 de Janeiro de 1690, com Maria Pereira de Borba, filha de Francisco Goncalves de Borba e de Francisca Pereira; 4.º Catarina Pereira, casada, em 11 de Novembro de 1675, com Manuel de Azevedo Vieira, viúvo de Ana Vieira, das Manadas, e estes últimos foram os pais de Maria de Azevedo, casada com o cap. Manuel Machado de Sousa, que foram os progenitores do P.e José de Sousa Machado, cura do Norte Grande em 1735, e depois vigário da mesma freguesia; 5.º Joana Dias Pedrosa, casada, em 28 de Janeiro de 1697, com António Pereira de Borba, filho de Francisco Gonçalves de Borba e de Francisca Pereira, já defuntos naquela data. António Pereira de Borba faleceu em 23 de Março de 1707, e Joana Dias Pedrosa, sua mulher, em 6 de Abril de 1733, tendo 80 anos de idade; 6.º António Pereira de Lemos, casado com Catarina Pereira, já falecidos em 1716. Seu filho Amaro Pereira Brasil casou, em 16 de Novembro do dito ano de 1716, com Maria de Azevedo de Borba, filha de Manuel de Azevedo Teixeira e de Maria de Borba; 7.º Antónia Luís; e 8.º Pedro Luís de Lemos, casado em S. Tiago com Bárbara de Sousa Teixeira, filha do cap. Tomé Gregório Teixeira e de Ana de Sousa Brasil. Pedro Luís de Lemos e sua mulher Bárbara de Sousa Teixeira foram os pais de Catarina de Lemos, de Maria dos Anjos de Lemos, de que já fizemos referência; do sarg. mor Tomé Gregório Teixeira, nascido em 1685, casado em 1717 com D. Bárbara Maria da Encarnação, falecidos no terramoto, e foram os pais de D. Rosa Maria da Silveira, falecida na Rua Nova no dia 1.º de Novembro de 1788, e havia casado nesta matriz, em 27 de Dezembro de 1741, com o morgado Jorge da Terra Brum, do Faial, e foram os progenitores da cap. Raulino da Terra Brum de Vasconcelos Bettencourt Corte-Real, nascido na Horta, e morador da Rua Nova desta freguesia, e falecido com 80 anos, em 9 de Junho de 1822. Era cavaleiro fidalgo, e assim se assinava.
7.º filho do cap. BALTASAR LUÍS PEREIRA
Manuel Pereira de Lemos, falecido em 30 de Agosto de 1711, e havia casado, em 3 de Junho de 1658 com Bárbara Dias, filha de Simão Rodrigues de Borba e de Catarina Gonçalves. Tiveram 5 filhos: 1.º o P.e Baltasar Luís de Borba, falecido com 67 anos, em 17 de Março de 1735, e foi vigário do Norte Grande; 2.º o alferes Simão Rodrigues de Borba, casado, em 12 de Janeiro de 1705, com Bárbara Pereira e Sousa, filha de João de Azevedo Pereira e de Bárbara Pereira e Sousa.
O alferes Simão Rodrigues de Borba, falecido, com 93 anos, em 3 de Janeiro de 1756, teve os filhos seguintes: D. Rosa Maria de Azevedo que faleceu solteira, no 1.º de Abril de 1791; o alferes José de Sousa de Azevedo, casado, em 1729, com Teresa Caetana, filha de João Silveira de Ávila e de Maria de Lemos, falecendo o dito alferes, com 39 anos, em 19 de Abril de 1746; e, finalmente o cap. João de Azevedo pereira, casado, em 1740, com D. Marta de Jesus, filha do cap. António Machado Teixeira, casado, em 1720, com D. Maria de Jesus Machado de Sousa, que casou 3 vezes, sendo aquele seu 2.º marido, que faleceu em 1721, deixando aquela filha, póstuma. O cap. João de Azevedo e D. Maria foram os pais do P.e José Bernardo Teixeira, reitor do Norte Pequeno em 1781, e depois cura de S. Tiago; D. Isabel Maria de Azevedo, casada com o cap. José Sebastião de Sousa, morador da Rua Nova, e não teve descendência; André de Azevedo Pereira, falecido com 28 anos em 26 de Janeiro de 1776, e nascera em 16 de Novembro de 1748; e, finalmente, mais três filhas menores mortas pelo terramoto de 1757, a saber: Rita de 14 anos, Perpétua de 4 e Bárbara de 17 meses.
Com efeito, perdida sua mulher e aquelas filhas em tal sucesso, o dito João de Azevedo Pereira, que tinha estudado em Angra, no colégio dos Jesuítas, latim, humanidades e teologia, para se ordenar, agora viúvo, dirigiu-se àquela cidade recebendo ordens sacras em 1758. Foi beneficiado desta matriz e ouvidor da jurisdição, falecendo com 82 anos, no 1.º de Março de 1797; 3.º filho de Manuel Pereira de Lemos, o cap. António Luís Pereira de Borba, falecido em 22 de Junho de 1746, e foi casado, em 17 de Agosto de 1711, com Catarina Machado, filha do alferes Pedro Dias Pereira, ou Pedro da Cunha e Sousa e de Bárbara Vieira Machado; 4.º filho de Manuel Pereira de Lemos, Catarina Gonçalves de Borba; 5.º filho Joana Dias de Lemos que faleceu solteira, com 87 anos de idade, em 30 de Dezembro de 1746.
8.º filho do cap. BALTASAR LUÍS PEREIRA
Lázaro Pereira de Lemos, casado, em 19 de Abril de 1660, com Maria da Cunha, filha de Gaspar Vieira da Cunha e de Francisca Pereira, sendo aqueles nubentes parentes em 3.º grau de consanguinidade, porque o sarg. mor Melchior Nunes Pereira, avô de Maria da Cunha de Borba, era irmão de Bárbara Pereira, avó de Lázaro Pereira de Lemos, e aquela Bárbara Pereira, casada com Domingos Afonso, filho de Baltasar Nunes Pereira da presente genealogia. Do casal de Lázano Pereira de Lemos conhecemos 4 filhos: 1.º Gaspar Vieira da Cunha, casado, em 19 de Fevereiro de 1696, com Antónia Silveira, filha de Manuel Dias Toste e de Maria Silveira; 2.º Bárbara Pereira, casada, em 15 de Fevereiro de 1697, com Antão Pereira Brasil, filho de Amaro Pereira Brasil e de Maria das Candeias; 3.º Manuel Pereira da Cunha, casado, em 4 de Maio de 1705, com Joana de Sousa, filha de Manuel Quadrado e de Bárbara de Sousa, e aqueles pais de Simão Pereira da Cunha, casado, em 12 de Setembro de 1741, com Maria Gil, estes progenitores de Maria de Borba, casada, em 8 de Novembro de 1766, com Caetano Machado Pires, e estes pais de Maria Joanina, casada com Manuel Pereira da Cunha, que procriaram Manuel Joaquim da Cunha, casado com Paulina de Azevedo da Silveira, que geraram Rosa Joaquina da Silveira, casada com Antonio Augusto Pereira da Terra, pais do sr. João Augusto Terra e dos seus irmãos Manuel, António e Maria.
Lázaro Pereira de Lemas é também ascendente e 7.º avô de Francisco de Sousa Vieira, das Calrinhas, casado com Isabel Beatriz de Azevedo, porque o dito Francisco de Sousa Vieira é filho de Rosa Joaquina e de António de Sousa Vieira e este, filho de outro António de Sousa Vieira e de Angélica Rosa que era irmã do dito Manuel Joaquim da Cunha, avô dos srs. Terras, desta vila. Aquela Paulina de Azevedo da Silveira, mulher de Manuel Joaquim da Cunha, descende dos Netos de S. Tiago, cujo tronco foi o 3.º cap. mor Gaspar Nunes Neto. E assim os srs. Terras, bem como o sr. João Machado de Azevedo, desta vila, casado com nossa prima, a sr.' D. Maria de S. Pedro, e este sr. João Machado, por sua mãe Maria da Glória, descendem dos dois povoa-dores Nuno Alveres Pereira, casado com Catarina Fernandes e Pero Eanes de Valença, casado com Isabel Casada Barreto; 4.º filho de Lázaro Pereira de Ledos, Baltasar da Cunha, casado, em Setembro de 1721, com Bárbara Machado, viúva de Gaspar Gonçalves.
9.º filho do cap. BALTASAR LUIS PEREIRA
Gregório Pereira de Lemos, casado, em 16 de Maio de 1672, com Catarina Pereira, filha de Pedro Ferreira Pereira e de Bárbara Vieira, já defuntos naquela data. Se teve descendência, desconhecêmo-la.
10.º filho do cap. BALTASAR LUÍS PEREIRA
António Luís Pereira, que se ignora haver casado.
11.º filho do .cap. BALTASAR LUÍS PEREIRA
O cap. Pedro Dias de Lemos, casado com Maria Nunes, cuja paternidade desconhecemos, por não havermos encontrado o registo de casamento. Sabemos, porém, que fora antes de 1659, e que em 1662 já tinham os filhos Baltasar e Maria Nunes, e esta já casada em 1687, pois já nesse ano tinha filhos legítimos.
Além destes Baltasar e Maria Nunes, tiveram: Bárbara de Sousa, casada, em 4 de Novembro de 1680, com Brás Vieira de Borba, filho de João Pereira de Borba e de Maria Pedrosa, já falecidos naquela data; 4.º filho: o P.e Lázaro Nunes de Souza que, em 24 de Dezembro de 1704 foi «degolado» pelos turcos. na ilha de Chipre, quando regressava a Portugal, de sua viagem à Terra Santa. E a respeito, aproveitamos uma nota do nosso conterrâneo Dr. João Teixeira Soares de Sousa:

«O P.e Lázaro Nunes de Sousa foi natural da vila da Calheta, e filho do cap. Pedro Dias de Lemos e de Maria Nunes, pessoas qualificadas naquela vila, que o educaram convenientemente para a vida eclesiástica que seguiu. Por alvará de 20 de Junho de 1682, apresentou-o El-Rei (como perpétuo administrador da Ordem de Cristo) na igreja de Santa Catarina do Cabo da Praia, na Terceira. Ali se achava em 10 de Janeiro de 1696, dia em que vendeu a seu primo, o cap. Rafael Pereira de Lemos, da mesma vila, representado por procurador, 32 alqueires de vinha na Fajã do Calhau, (Fajã das Almas) freguesia das Manadas, pelo preço de 300$000. Do dia seguinte temos uma carta sua, autógrafa, dirigida ao comprador, nosso ascendente, sobre a recepção daquela quantia. Querendo o Bispo D. António Vieira Leitão prendê-lo por motivos que hoje ignoramos, saiu o venerável P. Lázaro Nunes de Sousa furtivamente para Lisboa, e de lá foi fazer uma peregrinacão aos lugares santos de Jerusalém. Ignoramos a data daquela saída, mas supomos que o facto da venda indicada estará estritamente ligado com ela, e que portanto seria depois dele. Depois de visitar Jerusalém e, certamente quando se retirava para Portugal, foi cativo dos turcos, que o levaram à ilha de Chipre onde sofreu martírios pela fé que professava, e de que era ministro. Ocorreu este facto em 24 de Dezembro de 1704, nascendo sua alma para a gloriosa eternidade no aniversário do dia em que o seu Divino Mestre nasceu para a Redenção do género humano. O P.e Fr. José da Trindade, como Geral da Terra Santa, alcançou de El-Rei provisão para que o Corregedor dos Açores fizesse cobrar dos herdeiros daquele venerável padre, ouvindo-os, 200$000, assim dos tributos que os Padres da Terra Santa pagaram por ele aos turcos, como da despesa que fizeram em resgatar o seu cadáver, para lhe darem sepultura eclesiástica, o que veio a efectuar-se sem oposição, arrematando-se bens dos que deixou nesta ilha, em 1708, sendo arrematando o referido cap. Rafael Pereira de Lemos; e do respectivo título colhemos esta parte da nossa notícia. Parece que na História Seráfica, crawlógica da Província de Portugal de Fr. Fernando da Soledade, se trata do martírio deste venerável padre, certamente a propósito daqueles padres da Terra Santa, filhos daquela ordem. O venerável Padre Lázaro Nunes de Sousa morreu como deve morrer todo o homem de bem na sua posição. Não tinha tido somente a fortuna de nascer no grémio do cristianismo, instruíra-se muito particularmente nas suas doutrinas, e fora seu apóstolo. A sua morte foi para ele lógica, de fé, e necessária. Esta doutrina será a mesma em todos os tempos. Fique, pois, o P.' Lázaro Nunes de Sousa sendo conhecido por um dos mais ilustres filhos da vila da Calheta, desta ilha de S. Jorge, no catálogo dos quais, com ufania, hoje o inscrevemos. O último assento no Cabo da Praia do vigário Lázaro Nunes de Sousa é de baptismo, de 6 de Maio de 1697.»

( Jorgense, n.º 49, de 15 de Outubro de 1873)

Nesta época aparecem nesta jurisdição vários Pedro Dias, cuja ascendência não conseguimos averiguar: Pedro Dias Gato, casado com Bárbara de Lemos, defuntos em 1651; Pedro Dias de Oliveira, casado em 14 de Fevereiro de 1643, com Maria Lourenço; Pedro Dias Afonso, casado em 8 de Junho de 1647, com Maria Pereira; Pedro Dias Japão, casado na Ribeira Seca, com Isabel Gregório; Pedro Dias Teixeira, casado com Ma;ia Gonçalves. E antes destes o .sogro do referido cap. Baltasar Luís Pereira Pedro Dias de Lemos, casado com Maria Nunes; e em 1623 Pero Dias casado com Bárbara Simoa.

3.º filho de GONçALO NUNES PEREIRA e de Maria Luís Pereira

O cap. Pero Luís Pereira. Faleceu em 1665 e foi casado com Bárbara Dias Teixeira, filha de António Teixei-a Machado e de Fran-cisca Gaspar Boto, moradores de Santo António do Norte Grande. Pero Luís Pereira fixou residência no Norte Pequeno.
Conhecemos 5 filhos deste casal:
1.º o P.' Brás Pereira de Lemos Machado, que foi cura e depois beneficiado desta matriz, de 1665 a 1685;
2.º Gaspar Gonçalves Pereira, casado nesta freguesia, em 22 de Setembro de 1636, com Maria Vieira, filha de Jerónimo Fe.mandes e de Bárbara Vieira;
3.º Manuel Machado Pereira, casado com Inês Pacheco Maciel, filha de Gaspar Pacheco e de Maria Nunes, e aqueles foram pais do P.e Pedro de Sousa Machado e do Vigário das Velas, Dr. P.e João de Sousa Pacheco;
4.º Gonçalo Nunes Pereira, casado com Maria da Cunha de Borba, filha de João Dias Pereira e de Apolónia da Cunha, a que já nos referimos;
5.º o cap. Sebastião Nunca Pereira, casado, em 25 de Outubro de 1638, com Isabel de Quadros, filha de Gaspar Gonçalves de Quadros, ou Quadrado, falecido em 1663, e de Maria da Cunha, talvez filha de Manuel Vieira Ferro e de Vitória da Cunha filha de Belchior Gonçalves da Cunha e de Juliana Pires, e Belchior Gonçalves da Cunha, filho de Baltasar da Cunha e de Adriana Souto Maior, do Topo. O cap. Sebastião Nunes Pereira e Isabel de Quadros tiveram 5 filhos, a saber: 1.º o cap. João de Quadros Pereira, nascido em 1645, e casado, em 19 de Setembro de 1672, com Catarina Vieira de Sousa, filha de Miguel Vieira de Sousa e de Brites Alves; 2.º Afonso; 3.º António; 4.º Apolónia Pereira, casada, em 17 de Junho de 1669, com Bartolomeu Gonçalves Pedroso, viúvo de Isabel Dias, de S. Tiago; 5.º o cap. Miguel Afonso,de Sousa, casado com Leonor Pereira, e moradores no Val das Amoras.

Do cap. João de Quadros Pereira, filhos: 1.º Maria Nunes Pereira, ou D. Maria Antónia, falecida a 16 de Maio de 1754, e havia casado, em 30 de Outubro de 1707, com o cap. Manuel de Sousa Seteira, das Manadas, filho de André Lopes Pereira e de Maria Teixeira de Sousa Brasil. O cap. Manuel de Sousa Seteira era viúvo de D. Inês de Avila Bettencourt, filha do cap. Francisco Evangelho Vieira e de Maria de Avila Bettencourt; 2.º Antao Pereira de Quadras ou, Barreto, casado com Maria de Azevedo Machado, em 3 de Novembro de 1714, e esta filha de Manuel de Bairros Pereira e de Ana Machado de Azevedo, filha de João Machado Pereira e de Isabel de Azevedo, estes moradores dos Biscoitos, e casados nesta matriz em 2 de Julho de 1657, e aos quais já nos referimos, quando da genealogia de Manuel de Azevedo Teixeira, filho do cap. mor Manuel de Azevedo; 3.º o P.e Manuel de Sousa Pereira, ou P.e Manuel Pereira de Sousa; 4.º António Pereira, baptizado em 26 de Fevereiro de 1683; 5.º o cap. João de Sousa Pereira, falecido com 70 anos, em 3 de Julho de 1761, e foi casado com Catarina Leal de Valença, falecida com 87 anos, em 16 de Janeiro do mesmo ano, e julgamos filha do cap. Miguel Afonso de Sousa e de Leonor Pereira. Filhos do cap. João de Sousa Pereira: Manuel de Sousa Pereira; Bárbara de Jesus; Catarina Maria de Sousa; Isabel Maria; Rosa Maria, casada com Manuel António; João de Quadros Pereira; Simão de Sousa Pereira; e Maria de Quadros, casada, em 6 de Setembro de 1744, com João Pereira da Cunha, filho de Brás da Cunha Cardoso e de Luzia Pereira; total 8 filhos. Filhos de João Pereira da Cunha: 1.º Bárbara, nascida em 7 de Outubro de 1748; 2.º José, nascido em 27 de Maio de 1751; 3.º Manuel, nascido em 28 de Setembro de 1753; 4.º Isabel, nascida em 11 de Abril de 1756; 5.º outra Isabel, nascida em 31 de Maio de 1757; 6.º João, nascido em 7 de Dezembro de 1758; 7.º António, nascido em 24 de Setembro de 1761; e 8.º Raimundo, nascido em 27 de Abril de 1764.

O cap. João de Quadros Pereira e Catarina Vieira são os ascendentes dos Quadros da Rua Nova, diferentes dos Quadras Lobões, que são da Graciosa. Estes Quadros Lobões são também conhecidos por Quadros das Canas.
Daquele cap. João de Quadros descende a esposa do sr. Rodrigo Rodrigues, casados em Ponta Delgada, S. Miguel. O sr. Rodrigo Rodrigues é um distinto funcionário do Ministério das Finanças. Porque aquela senhora é filha de António Teixeira de Oliveira, desta vila, filho de António Teixeira Machado de Oliveira e de Catarina Maria da Rocha, nascida em 31 de Maio de 1814, falecida em 24 de Fevereiro de 1906, com 92 anos, e foi filha de José de Sousa de Matos e de Isabel de Quadros, casados nesta matriz em 9 de Outubro de 1805.

António Teixeira de Oliveira, filho de António Teixeira Machado de Oliveira e de Catarina Maria da Rocha, casou em Ponta Delgada, no dia 17 de Maio de 1871, com D. Emília das Neves, filha de José Joaquim Lopes de Azevedo e de D. Emília Rufina das Neves. Tiveram duas filhas e um filho. Com uma daquelas senho.ras contraiu matrimónio o dito sr. Rodrigo Rodrigues.
José de Sousa de Matos foi filho de José de Sousa de Quadros e de Maria de S. Pedro, da freguesia de Nossa Senhora das Neves, Norte Grande, e Isabel de Quadros filha de João de Quadro.s Pereira e de Catarina Maria de Azevedo, das Manadas. E João de Quadros Pereira filho do mencionado cap. João de Sousa Pereira e de Catarina Leal de Valença. Rosa de Quadros também filha de José de Sousa de Matos e de Isabel de Quadros, casou em 13 de Novembro de 1837, com Miguel de Azevedo da Cunha, e faleceu, de 25 anos, em 6 de Junho de 1841. Seu marido faleceu de desastre tendo 37 anos, no dia 17 de Janeiro de 1852. Tiveram três filhos: José de Azevedo da Cunha, ou José Irlandês, em Provincetown, Miguel de Azevedo da Cunha, cap. balieiro em Provincetown, e Cândida da Glória. Casou esta em 1861 com Manuel da Silva de Almada, de quem houve Maria da Silva, casada com seu tio Manuel de Azevedo da Cunha, e tiveram uma filha Lina Silva de Azevedo, casada em Hanford, Califórnia, com o sr. Artur Vieira de Ávila, jornalista, natural das Lages do Pico, filho de Domingos Vieira de Avila e de D. Emília Leonor de Meneses P'amplona, da Terceira. E assim todos aqueles Quadros descendem dos povoadores Vicente Dias Vieira, Manuel Fernandes Ferro, o velho, Nuno Álvares Pereira, Álvaro Nunes Pereira, António Vieira Ferro e Pedro Eanes de Valença.

O CAP. MIGUEL AFONSO DE SOUSA
Foi casado com Leonor Pereira, havendo os filhos seguintes:
1.º Bárbara de Valença, casada em 25 de Janeiro de 1700, com Miguel Vieira de Sousa Borba, filho de Pedro de Borba e de Maria Alves;
2.º Isabel de Quadros, casada no mesmo dia, mês e ano, com João de Borba de Sousa, irmão do dito Miguel Vieira;
3.º Sebastião Nunes que saiu da terra;
4.º Antão Pereira Barreto que, emigrando para o Rio de Janeiro, deixou ali uma filha legítima, única, a qual casou com André de Medeiros, da ilha de S. Miguel. Falecendo o Medeiros em 1758, a viúva, que se chamava Ma=ia Pereira, vendeu toda a herança de seu pai, nesta jurisdição da Calheta, a Francisco de Sousa da Silva, então no Rio e era das Manadas desta Ilha, e casado com Maria Vitória Joanina, que fixaram residência em Angra;
5.º Maria de Quadros, casada, em 10 de Abril de 1684 com Manuel Pereira Brasil, filho de Sebastião Pereira Brasil e de Inês Pereira;
6.º Catarina Pereira;
7.º Bartolomeu Gonçalves. Leoa Pereira, mulher do cap. Miguel Afonso de Sousa, faleceu em 1705, sendo os bens do casal avaliados em 1489$050, figurando no inventário um escravo, Manuel, avaliado em 40$000. Julgamos aquela Catarina Pereira, ou Catarina Leal de Valença, casada com o cap. João de Sousa Pereira, acima mencionado.

JOÃO VALIDO, povoador
«Veio de Lisboa para esta vila da Calheta, onde casou com Inês Pires, filha de Pero Luís de Sousa Brasil.» Não conhecemos descendência deste casal, nem o cognome Valido aparece nas subsequentes gerações desta jurisdição. Estabeleceu-se na Fajã dos Azevinhos e Fajã do Mero do Norte Pequeno, onde há a Fonte dos Coentros ou de Feliciana Pires, e terras de Inês Pires, talvez filhas ou netas de Pero Luís de Sousa.

ROQUE NUNES, povoador
Devia ter vindo para a Calheta, como parece, no princípio da povoação, pois que testou em 1561, deixando uma casa que tinha nas Manadas a Nossa Senhora da Conceição desta Matriz de Santa Catarina (Notas do tabelião António Vieira). Mais tarde aparece outro Roque Nunes, genro de Aleixo Dias da Bica e que morou no «centro desta vila», em prédio contíguo e ao nascente da casa do concelho.
Fontes:
PADRE MANUEL DE AZEVEDO DA CUNHA
NOTAS HISTÓRICAS
ESTUDOS SOBRE O CONCELHO DA CALHETA (S. JORGE)

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